Publicação

Talento desportivo : perfil morfofuncional e de performance na esgrima, o caso da espada feminina

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivo. O objetivo deste estudo foi o da construção de um protocolo de deteção de talentos na esgrima, mais concretamente na espada feminina. Devido à pandemia COVID-19, o modelo teórico apresentado não pode ser aplicado. Metodologia. A identificação das variáveis morfo-funcional dos esgrimistas foi feita a partir da revisão de 60 artigos científicos. Utilizámos para o efeito as bases de dados PubMed e ScienceDirect. A recolha de variáveis biossociais, sócio desportivas, antropométricas e de performance das melhores 32 atletas sénior (28.41  3.71 anos; 176.3  5.8 cm; 64.75  5.05 kg) da época 2018/2019 foi feita com recurso às bases de dados das federações, com informação desde o escalão cadete até sénior. Análise estatística. Foi feita a análise descritiva das variáveis principais e uma análise de correlações entre as variáveis antropométrica, experiência competitiva e resultados desportivos. Utilizaram-se os testes de Pearson, Spearman, ponto-bisserial e qui-quadrado de acordo com a natureza das variáveis. O teste de Wilcoxon foi usado na comparação dos pontos relativos obtidos entre épocas; por último, foi utilizado o modelo de regressão de Poisson para a predição das medalhas no escalão sénior. Utilizou-se o valor de significância p <0.05. A análise estatística foi feita com recurso ao software estatístico IBM SPSS Statistics 25. Resultados. Segundo a literatura devem ser utilizados os programas de identificação de talentos multidimensionais, respeitando as etapas maturacionais e evitando a especialização precoce. Em relação ao perfil antropométrico as atletas devem ser altas (176.3  5.8 cm) e com grandes comprimentos, com um somatótipo mesomorfo ou endo-mesomorfo. Em relação ao perfil funcional é dada prevalência à força rápida dos membros inferiores e elevada flexibilidade. No que concerne aos resultados empíricos a prática de esgrima deve ocorrer aos 9.93  2.36 anos, com a primeira participação competitiva internacional aos 15.83  2.10 anos. São relevantes para a obtenção de medalhas no escalão sénior a quantidade de épocas no escalão, a quantidade total de provas realizadas e a data da primeira competição internacional. Conclusão. Contruiu-se um modelo teórico de avaliação do talento que carece de validação, mas que deverá incluir variáveis sócio desportivas - prática desportiva, idade de início da prática de esgrima, lateralidade, punho utilizado, idade do início competitivo internacional, quantidade total de provas realizadas por escalão e número absoluto de competições realizadas por época; variáveis de performance - lugar nos ranking internacionais, pontos obtidos por época e medalhas conquistadas; variáveis antropométricas - massa corporal, estatura, IMC, altura sentada, somatótipo, comprimento dos membros inferiores, envergadura, rácio entre 2.º e 4.º dígitos, %MG, %MIG, densidade corporal e área de secção transversa da coxa e; variáveis motoras - força rápida, assimetrias, flexibilidade, tempos de reação, agilidade e resistência muscular específica da modalidade.
Autores principais:Bonito, Fabiana Parreira
Assunto:Identificação de talentos Desporto Performance Alto rendimento Antropometria Capacidades motoras Talent identification Performance Elite training Anthropometry Motor abilities
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objetivo. O objetivo deste estudo foi o da construção de um protocolo de deteção de talentos na esgrima, mais concretamente na espada feminina. Devido à pandemia COVID-19, o modelo teórico apresentado não pode ser aplicado. Metodologia. A identificação das variáveis morfo-funcional dos esgrimistas foi feita a partir da revisão de 60 artigos científicos. Utilizámos para o efeito as bases de dados PubMed e ScienceDirect. A recolha de variáveis biossociais, sócio desportivas, antropométricas e de performance das melhores 32 atletas sénior (28.41  3.71 anos; 176.3  5.8 cm; 64.75  5.05 kg) da época 2018/2019 foi feita com recurso às bases de dados das federações, com informação desde o escalão cadete até sénior. Análise estatística. Foi feita a análise descritiva das variáveis principais e uma análise de correlações entre as variáveis antropométrica, experiência competitiva e resultados desportivos. Utilizaram-se os testes de Pearson, Spearman, ponto-bisserial e qui-quadrado de acordo com a natureza das variáveis. O teste de Wilcoxon foi usado na comparação dos pontos relativos obtidos entre épocas; por último, foi utilizado o modelo de regressão de Poisson para a predição das medalhas no escalão sénior. Utilizou-se o valor de significância p <0.05. A análise estatística foi feita com recurso ao software estatístico IBM SPSS Statistics 25. Resultados. Segundo a literatura devem ser utilizados os programas de identificação de talentos multidimensionais, respeitando as etapas maturacionais e evitando a especialização precoce. Em relação ao perfil antropométrico as atletas devem ser altas (176.3  5.8 cm) e com grandes comprimentos, com um somatótipo mesomorfo ou endo-mesomorfo. Em relação ao perfil funcional é dada prevalência à força rápida dos membros inferiores e elevada flexibilidade. No que concerne aos resultados empíricos a prática de esgrima deve ocorrer aos 9.93  2.36 anos, com a primeira participação competitiva internacional aos 15.83  2.10 anos. São relevantes para a obtenção de medalhas no escalão sénior a quantidade de épocas no escalão, a quantidade total de provas realizadas e a data da primeira competição internacional. Conclusão. Contruiu-se um modelo teórico de avaliação do talento que carece de validação, mas que deverá incluir variáveis sócio desportivas - prática desportiva, idade de início da prática de esgrima, lateralidade, punho utilizado, idade do início competitivo internacional, quantidade total de provas realizadas por escalão e número absoluto de competições realizadas por época; variáveis de performance - lugar nos ranking internacionais, pontos obtidos por época e medalhas conquistadas; variáveis antropométricas - massa corporal, estatura, IMC, altura sentada, somatótipo, comprimento dos membros inferiores, envergadura, rácio entre 2.º e 4.º dígitos, %MG, %MIG, densidade corporal e área de secção transversa da coxa e; variáveis motoras - força rápida, assimetrias, flexibilidade, tempos de reação, agilidade e resistência muscular específica da modalidade.