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Oxigenoterapia hiperbárica na oclusão da artéria central da retina

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A oclusão da artéria central da retina é uma patologia oftalmológica pouco frequente, mas com grande impacto na morbilidade dos indivíduos. A história natural da doença implica, muito frequentemente, uma redução severa e irreversível da acuidade visual ou a mesmo amaurose do olho afetado. As abordagens terapêuticas clássicas são escassas e muito limitadas, por serem pouco eficazes. Dirigem-se, exclusivamente, a uma tentativa de eliminação ou mobilização do obstáculo arterial conducente à doença. A oxigenoterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica que teve a sua origem no tratamento do síndrome descompressivo agudo dos mergulhadores. Todavia, e aos longo das últimas décadas, tem-se afirmado como uma opção a considerar em várias patologias, muitas das quais com elevados graus de evidência. A oclusão da artéria central da retina é uma das patologias que, de acordo com a literatura disponível e de acordo com o racional fisiopatológico, parece beneficiar da oxigenoterapia hiperbárica. Uma hiperoxigenação hiperbárica do sangue coroideu permitirá a difusão de oxigénio para a retina subjacente e, assim, preservar os fotorreceptores retinianos até à eliminação definitiva do obstáculo arterial. O presente trabalho pretende rever os resultados terapêuticos de 37 doentes com oclusão da artéria central da retina, referenciados ao Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica (CMSH) do Hospital das Forças Armadas entre 2009 e 2017, submetidos a protocolo de oxigenoterapia hiperbárica. Os resultados mostram uma melhoria da acuidade visual com o tratamento instituído e, acima de tudo, uma franca melhoria do prognóstico face à história natural da doença.
Autores principais:Oliveira, Jorge Humberto Lima Figueiredo
Assunto:Oxigenoterapia hiperbárica Oclusão da artéria central da retina Acuidade visual Coroide Teses de mestrado - 2024
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A oclusão da artéria central da retina é uma patologia oftalmológica pouco frequente, mas com grande impacto na morbilidade dos indivíduos. A história natural da doença implica, muito frequentemente, uma redução severa e irreversível da acuidade visual ou a mesmo amaurose do olho afetado. As abordagens terapêuticas clássicas são escassas e muito limitadas, por serem pouco eficazes. Dirigem-se, exclusivamente, a uma tentativa de eliminação ou mobilização do obstáculo arterial conducente à doença. A oxigenoterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica que teve a sua origem no tratamento do síndrome descompressivo agudo dos mergulhadores. Todavia, e aos longo das últimas décadas, tem-se afirmado como uma opção a considerar em várias patologias, muitas das quais com elevados graus de evidência. A oclusão da artéria central da retina é uma das patologias que, de acordo com a literatura disponível e de acordo com o racional fisiopatológico, parece beneficiar da oxigenoterapia hiperbárica. Uma hiperoxigenação hiperbárica do sangue coroideu permitirá a difusão de oxigénio para a retina subjacente e, assim, preservar os fotorreceptores retinianos até à eliminação definitiva do obstáculo arterial. O presente trabalho pretende rever os resultados terapêuticos de 37 doentes com oclusão da artéria central da retina, referenciados ao Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica (CMSH) do Hospital das Forças Armadas entre 2009 e 2017, submetidos a protocolo de oxigenoterapia hiperbárica. Os resultados mostram uma melhoria da acuidade visual com o tratamento instituído e, acima de tudo, uma franca melhoria do prognóstico face à história natural da doença.