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Abordagem do recém-nascido com febre numa urgência pediátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:INTRODUÇÃO: A abordagem ao recém-nascido com febre no Serviço de Urgência é ainda motivo de discussão, existindo alguma variabilidade na prática clínica. O risco de doença invasiva bacteriana é maior nesta faixa etária, exigindo uma avaliação cuidada. OBJETIVOS: Estudar a abordagem ao recém-nascido com febre na urgência pediátrica de um hospital central. MÉTODOS: Estudo retrospetivo transversal dos recém-nascidos internados por febre no Serviço de Urgência Pediátrica do Hospital de Santa Maria entre janeiro de 2017 e julho de 2022. Foram recolhidas variáveis referentes à clínica, métodos de diagnóstico, abordagem e encaminhamento do RN e comparadas com as recomendações nacionais e internacionais. RESULTADOS: Foram analisados 56 casos de RN com febre entre os 8 e os 28 dias. 100% dos RN colheram sangue para hemocultura e avaliação laboratorial sumária (incluindo hemograma e proteína C reativa) e 88% colheram urina para urocultura e exame sumário. 46% realizou uma telerradiografia de tórax. Apenas 21% dos RN realizaram punção lombar. O agente mais isolado no RN com febre foi a Escherichia coli. 64% dos RN iniciaram antibioterapia empírica no serviço de urgência, sendo que o esquema terapêutico mais frequente foi a associação de cefotaxima e gentamicina. 75% dos doentes foram admitidos para internamento. CONCLUSÃO: A abordagem ao RN com febre seguiu na generalidade as mais recentes recomendações nacionais e internacionais mas apenas 21% dos RN realizaram uma avaliação completa de sépsis com punção lombar.
Autores principais:Martins, Vasco Rafael Marques
Assunto:Febre Recém-nascidos Serviço de urgência pediátrica Punção lombar Pediatria
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:INTRODUÇÃO: A abordagem ao recém-nascido com febre no Serviço de Urgência é ainda motivo de discussão, existindo alguma variabilidade na prática clínica. O risco de doença invasiva bacteriana é maior nesta faixa etária, exigindo uma avaliação cuidada. OBJETIVOS: Estudar a abordagem ao recém-nascido com febre na urgência pediátrica de um hospital central. MÉTODOS: Estudo retrospetivo transversal dos recém-nascidos internados por febre no Serviço de Urgência Pediátrica do Hospital de Santa Maria entre janeiro de 2017 e julho de 2022. Foram recolhidas variáveis referentes à clínica, métodos de diagnóstico, abordagem e encaminhamento do RN e comparadas com as recomendações nacionais e internacionais. RESULTADOS: Foram analisados 56 casos de RN com febre entre os 8 e os 28 dias. 100% dos RN colheram sangue para hemocultura e avaliação laboratorial sumária (incluindo hemograma e proteína C reativa) e 88% colheram urina para urocultura e exame sumário. 46% realizou uma telerradiografia de tórax. Apenas 21% dos RN realizaram punção lombar. O agente mais isolado no RN com febre foi a Escherichia coli. 64% dos RN iniciaram antibioterapia empírica no serviço de urgência, sendo que o esquema terapêutico mais frequente foi a associação de cefotaxima e gentamicina. 75% dos doentes foram admitidos para internamento. CONCLUSÃO: A abordagem ao RN com febre seguiu na generalidade as mais recentes recomendações nacionais e internacionais mas apenas 21% dos RN realizaram uma avaliação completa de sépsis com punção lombar.