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Tarefas de investigação no ensino da química : um estudo com alunos do 10º ano do ensino profissional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo teve por base a implementação de tarefas de investigação no ensino de módulo de Química – Q2: Soluções, do Curso Profissional do Ensino Secundário. Pretendeu-se analisar as opiniões que os alunos apresentam em relação ao ensino da Química, as dificuldades sentidas e as potencialidades observadas na realização deste tipo de tarefas. Participaram 13 alunos pertencentes a uma turma do Curso Técnico Auxiliar de Saúde, com uma média de idades de 17,4 anos. Atendendo à problemática do estudo seguiu-se uma metodologia qualitativa. As técnicas de recolha de dados usadas foram a observação naturalista, a entrevista em grupo focado e a análise de conteúdo de documentos escritos. A análise dos dados recolhidos originou o estabelecimento de várias categorias adequadas às questões orientadoras e aos objetivos enunciados. Verificou-se que os alunos consideram a disciplina difícil devido aos cálculos e ao raciocínio lógico. As principais dificuldades observadas na realização deste tipo de tarefas são no âmbito da compreensão do objetivo do trabalho, da planificação de estratégias de trabalho, da gestão do tempo e da síntese. No entanto, os alunos realçaram que estas atividades são potenciadoras do desenvolvimento de determinadas competências como a interpretação de textos, a autonomia, a aquisição de conhecimento substantivo, a consciencialização dos problemas globais e o desenvolvimento de capacidades como a comunicação e a argumentação. Os alunos apontaram como mudanças mais significativas o facto destas tarefas lhes permitirem “ver” o que estão a estudar e também terem uma maior interação entre todos os intervenientes. De uma forma geral, as tarefas de investigação que envolviam visitas de estudo e atividades práticas foram do agrado do alunos registando-se bons desempenhos, sendo da opinião dos alunos que estas se realizem pelo menos uma vez em cada módulo de ensino. A antipatia que os alunos apresentam pelos cálculos e raciocínios lógicos que estão associados à disciplina de Física e Química, não foi no entanto ultrapassada com a realização destas tarefas de investigação mesmo com o recurso a situações problemáticas reais ou da profissão que pretendem desempenhar no futuro. A fraca autonomia dos alunos que costumam frequentar estes Cursos Profissionais pode estar diretamente relacionada com as dificuldades apresentadas pelos alunos no desempenho de algumas das tarefas propostas. Será provavelmente necessário, valorizar ainda mais os Cursos Profissionais com o objectivo do ingresso de alunos que tenham um perfil adequado, bem como, adequar a componente prática que estes cursos devem apresentar e que é do gosto dos alunos sem descurar o rigor científico e tecnológico.
Autores principais:Valdrez, Sandra Pinto Boleto, 1975-
Assunto:Ensino por investigação Ensino da química Literacia científica Ensino profissional - Portugal Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo teve por base a implementação de tarefas de investigação no ensino de módulo de Química – Q2: Soluções, do Curso Profissional do Ensino Secundário. Pretendeu-se analisar as opiniões que os alunos apresentam em relação ao ensino da Química, as dificuldades sentidas e as potencialidades observadas na realização deste tipo de tarefas. Participaram 13 alunos pertencentes a uma turma do Curso Técnico Auxiliar de Saúde, com uma média de idades de 17,4 anos. Atendendo à problemática do estudo seguiu-se uma metodologia qualitativa. As técnicas de recolha de dados usadas foram a observação naturalista, a entrevista em grupo focado e a análise de conteúdo de documentos escritos. A análise dos dados recolhidos originou o estabelecimento de várias categorias adequadas às questões orientadoras e aos objetivos enunciados. Verificou-se que os alunos consideram a disciplina difícil devido aos cálculos e ao raciocínio lógico. As principais dificuldades observadas na realização deste tipo de tarefas são no âmbito da compreensão do objetivo do trabalho, da planificação de estratégias de trabalho, da gestão do tempo e da síntese. No entanto, os alunos realçaram que estas atividades são potenciadoras do desenvolvimento de determinadas competências como a interpretação de textos, a autonomia, a aquisição de conhecimento substantivo, a consciencialização dos problemas globais e o desenvolvimento de capacidades como a comunicação e a argumentação. Os alunos apontaram como mudanças mais significativas o facto destas tarefas lhes permitirem “ver” o que estão a estudar e também terem uma maior interação entre todos os intervenientes. De uma forma geral, as tarefas de investigação que envolviam visitas de estudo e atividades práticas foram do agrado do alunos registando-se bons desempenhos, sendo da opinião dos alunos que estas se realizem pelo menos uma vez em cada módulo de ensino. A antipatia que os alunos apresentam pelos cálculos e raciocínios lógicos que estão associados à disciplina de Física e Química, não foi no entanto ultrapassada com a realização destas tarefas de investigação mesmo com o recurso a situações problemáticas reais ou da profissão que pretendem desempenhar no futuro. A fraca autonomia dos alunos que costumam frequentar estes Cursos Profissionais pode estar diretamente relacionada com as dificuldades apresentadas pelos alunos no desempenho de algumas das tarefas propostas. Será provavelmente necessário, valorizar ainda mais os Cursos Profissionais com o objectivo do ingresso de alunos que tenham um perfil adequado, bem como, adequar a componente prática que estes cursos devem apresentar e que é do gosto dos alunos sem descurar o rigor científico e tecnológico.