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A clusterina urinária como biomarcador precoce da doença renal crónica em felídeos a realizar quimioterapia

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Resumo:A Doença Renal Crónica (DRC) é a doença metabólica mais prevalente em gatos domésticos. Esta é caracterizada por uma perda progressiva e irreversível da função renal, resultante da diminuição do número de nefrónios funcionais. O seu diagnóstico precoce continua a ser um dos maiores desafios da atualidade, uma vez que os biomarcadores atualmente disponíveis a detetam quando já está presente um decréscimo considerável da função renal. Na nefrologia, cada vez mais estudos estão a ser direcionados para identificar moléculas que indiquem lesão renal, visto que a constatação de um decréscimo na função renal é consequência de uma lesão primária. Portanto, pela sua maior precocidade, os biomarcadores de lesão podem facilitar o diagnóstico de animais em fases iniciais da doença, permitindo uma rápida intervenção e preservando ao máximo a função renal. A clusterina é uma glicoproteína que aumenta a sua expressão urinária aquando de lesão renal, existindo alguns estudos que demonstram o seu valor diagnóstico na DRC. Inerente à terapêutica oncológica podem existir complicações, nomeadamente a nefrotoxicidade, sendo que a resposta fisiopatológica do rim à agressão é comummente a progressão para DRC. O objetivo principal deste trabalho assentou em determinar o valor diagnóstico da clusterina urinária enquanto biomarcador precoce da DRC em felídeos a realizar quimioterapia, ou seja, expostos a potenciais fármacos nefrotóxicos e comparar com os biomarcadores de função atualmente disponíveis - ureia, creatinina e dimetilarginina simétrica. Para isto formaram-se dois grupos de estudo: (A) felídeos com neoplasia antes de iniciar quimioterapia e (B) felídeos com quimioterapia em curso. Em ambos os grupos, foram realizados dois momentos de colheitas distintos (T1 e T2), para averiguar a evolução temporal dos parâmetros em análise. Verificou-se uma tendência para maiores excreções urinárias de clusterina em animais expostos há mais tempo a quimioterapia, indicando uma possível lesão renal nestes indivíduos. Contudo, o reduzido número de animais da amostra não permitiu obter significado estatístico. Além disso, a clusterina urinária apresentou uma correlação forte e significativa com a densidade urinária (p=0,005; rs= -0,72). De facto, a clusterina exibiu resultados mais elevados em gatos que apresentavam, simultaneamente, alterações ecográficas e densidades urinárias < 1.035, ou seja, em estádio 1 da IRIS. Embora a clusterina urinária pareça desempenhar um papel promissor no diagnóstico precoce da DRC, carece de investigação futura para clarificar a sua relevância na prática clínica veterinária.
Autores principais:Tavares, Jéssica da Silva
Assunto:Clusterina urinária Biomarcador Doença renal crónica Felídeo Quimioterapia Urinary clusterin Biomarker Chronic kidney disease Cat Chemotherapy
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
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