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Resumo:Apesar de vivermos numa sociedade já bastante evoluída no que concerne à tecnologia e à acessibilidade, existem ainda algumas possíveis intervenções para que indivíduos com cegueira possam ler e compreender a cor, para que pessoas com pouca ou nenhuma audição possam obter educação e formação profissional adequada e também para que estas pessoas possam compreender a música. É erróneo dizer que as pessoas com défice auditivo não têm qualquer interesse pela música, pois elas podem gostar e estabelecer uma relação com ela, tal como indivíduos ouvintes o fazem. No entanto, este interesse deve ser desencadeado e estimulado desde muito cedo, na infância, para que exista uma relação com a música semelhante à que dos ouvintes. Portugal é um país que possui cerca de 120 mil cidadãos com défice auditivo e existe pouca intervenção neste campo. Assim, o intuito desta investigação é, através do cruzamento das áreas do design de interação e da visualização de informação, contribuir e facilitar a relação destas pessoas, com a música, nomeadamente crianças, num ambiente de formação musical inicial. No decorrer da investigação foi aplicada uma metodologia mista, intervencionista e não intervencionista de base qualitativa e focada no utilizador. Foi realizada uma revisão da literatura para reunir informação essencial à execução de um projeto na área do design. Concretizou-se uma investigação ativa, iniciada com um estudo de casos do que fora outrora feito para pessoas com um défice auditivo, de todas as idades, que apoiou a concretização do projeto. Foram também realizadas entrevistas exploratórias a especialistas durante a investigação ativa, sobretudo docentes de educação musical e especial e entidades que se envolvem diariamente com estes indivíduos. Por fim, conceptualizou-se e executou-se o projeto, a sua avaliação e respetivas melhorias. Pretende-se como conclusão desta investigação, alcançar um objeto facilitador, para que as crianças com um défice auditivo, entre o 3º e o 6º ano de escolaridade, em iniciação musical possam compreender a música, aproximando a sua experiência à dos ouvintes, de forma visual.
Autores principais:Geada, Carolina Simões dos Santos Faro
Assunto:Design de interação Design e visualização de informação Música Défice auditivo Interaction design Information design and visualization Music Hearing impairment
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Apesar de vivermos numa sociedade já bastante evoluída no que concerne à tecnologia e à acessibilidade, existem ainda algumas possíveis intervenções para que indivíduos com cegueira possam ler e compreender a cor, para que pessoas com pouca ou nenhuma audição possam obter educação e formação profissional adequada e também para que estas pessoas possam compreender a música. É erróneo dizer que as pessoas com défice auditivo não têm qualquer interesse pela música, pois elas podem gostar e estabelecer uma relação com ela, tal como indivíduos ouvintes o fazem. No entanto, este interesse deve ser desencadeado e estimulado desde muito cedo, na infância, para que exista uma relação com a música semelhante à que dos ouvintes. Portugal é um país que possui cerca de 120 mil cidadãos com défice auditivo e existe pouca intervenção neste campo. Assim, o intuito desta investigação é, através do cruzamento das áreas do design de interação e da visualização de informação, contribuir e facilitar a relação destas pessoas, com a música, nomeadamente crianças, num ambiente de formação musical inicial. No decorrer da investigação foi aplicada uma metodologia mista, intervencionista e não intervencionista de base qualitativa e focada no utilizador. Foi realizada uma revisão da literatura para reunir informação essencial à execução de um projeto na área do design. Concretizou-se uma investigação ativa, iniciada com um estudo de casos do que fora outrora feito para pessoas com um défice auditivo, de todas as idades, que apoiou a concretização do projeto. Foram também realizadas entrevistas exploratórias a especialistas durante a investigação ativa, sobretudo docentes de educação musical e especial e entidades que se envolvem diariamente com estes indivíduos. Por fim, conceptualizou-se e executou-se o projeto, a sua avaliação e respetivas melhorias. Pretende-se como conclusão desta investigação, alcançar um objeto facilitador, para que as crianças com um défice auditivo, entre o 3º e o 6º ano de escolaridade, em iniciação musical possam compreender a música, aproximando a sua experiência à dos ouvintes, de forma visual.