Publicação
Actividades biológicas e estruturas secretoras em Artemisia campestris e Helichrysum stoechas (Asteraceae)
| Resumo: | Várias espécies da família Asteraceae, nomeadamente dos géneros Artemisia e Helichrysum, são frequentemente utilizadas em medicina tradicional para preparar chás para o tratamento de diversas patologias. Neste trabalho realizou-se um estudo das actividades biológicas (actividade inibitória da acetilcolinesterase, antioxidante e antibacteriana) e do metabolismo in vitro de extractos aquosos (decocções) de Artemisia campestris e de Helichrysum stoechas. Para além disso, caracterizou-se a morfologia, anatomia e a secreção das estruturas glandulares, locais primários de síntese e acumulação dos compostos bioactivos. Das decocções preparadas (caules/folhas e flores), as obtidas das flores apresentaram os melhores valores para a actividade inibitória da acetilcolinesterase e actividade antioxidante. As concentrações de extracto aquoso das flores responsável pela inibição de 50% da actividade da acetilcolinesterase (IC50) e pela extinção de 50% do radical DPPH (EC50) foram respectivamente, de 722,27±34,22 μg/mL e 8,68±0,25 μg/mL para A. campestris e 260,69±13,95 μg/mL e 10,96±0,48 μg/mL para H. stoechas. Nos ensaios de inibição do crescimento bacteriano de Streptococcus mutans, obteve-se valores de concentração mínima inibitória (MIC) de 2,59±0,31 mg/mL (A. campestris - flores) e 0,30±0,03 mg/mL (H. stoechas - caules/folhas) e para a inibição da produção do biofilme obtiveram-se percentagens de inibição de 88% (A. campestris - flores) e 97% (H. stoechas - flores). Verificou-se ainda que o extracto aquoso de A. campestris (flores) não sofreu degradação pelos sucos gástrico e pancreático artificiais, o mesmo não ocorrendo em contacto com as células Caco-2. No extracto de H. stoechas (flores) não se verificou degradação nem com o suco gástrico artificial nem com as células Caco-2. No entanto, na presença do suco pancreático verificou-se a metabolização de alguns dos compostos presentes no extracto. A digestão com a β-glucuronidase de E. coli permitiu comprovar que o extracto das flores de H. stoechas não possui compostos glucuronados. O estudo das estruturas secretoras demonstrou que os tricomas glandulares bisseriados são comuns às duas espécies estudadas. O secretado é maioritariamente constituído por terpenóides de baixa massa molecular e por compostos fenólicos (agliconas flavonóicas). |
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| Autores principais: | Silva, Letícia José Santana Aguiar Freitas, 1985- |
| Assunto: | Biologia celular Plantas medicinais Antioxidantes Antibacterianos Portugal Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Várias espécies da família Asteraceae, nomeadamente dos géneros Artemisia e Helichrysum, são frequentemente utilizadas em medicina tradicional para preparar chás para o tratamento de diversas patologias. Neste trabalho realizou-se um estudo das actividades biológicas (actividade inibitória da acetilcolinesterase, antioxidante e antibacteriana) e do metabolismo in vitro de extractos aquosos (decocções) de Artemisia campestris e de Helichrysum stoechas. Para além disso, caracterizou-se a morfologia, anatomia e a secreção das estruturas glandulares, locais primários de síntese e acumulação dos compostos bioactivos. Das decocções preparadas (caules/folhas e flores), as obtidas das flores apresentaram os melhores valores para a actividade inibitória da acetilcolinesterase e actividade antioxidante. As concentrações de extracto aquoso das flores responsável pela inibição de 50% da actividade da acetilcolinesterase (IC50) e pela extinção de 50% do radical DPPH (EC50) foram respectivamente, de 722,27±34,22 μg/mL e 8,68±0,25 μg/mL para A. campestris e 260,69±13,95 μg/mL e 10,96±0,48 μg/mL para H. stoechas. Nos ensaios de inibição do crescimento bacteriano de Streptococcus mutans, obteve-se valores de concentração mínima inibitória (MIC) de 2,59±0,31 mg/mL (A. campestris - flores) e 0,30±0,03 mg/mL (H. stoechas - caules/folhas) e para a inibição da produção do biofilme obtiveram-se percentagens de inibição de 88% (A. campestris - flores) e 97% (H. stoechas - flores). Verificou-se ainda que o extracto aquoso de A. campestris (flores) não sofreu degradação pelos sucos gástrico e pancreático artificiais, o mesmo não ocorrendo em contacto com as células Caco-2. No extracto de H. stoechas (flores) não se verificou degradação nem com o suco gástrico artificial nem com as células Caco-2. No entanto, na presença do suco pancreático verificou-se a metabolização de alguns dos compostos presentes no extracto. A digestão com a β-glucuronidase de E. coli permitiu comprovar que o extracto das flores de H. stoechas não possui compostos glucuronados. O estudo das estruturas secretoras demonstrou que os tricomas glandulares bisseriados são comuns às duas espécies estudadas. O secretado é maioritariamente constituído por terpenóides de baixa massa molecular e por compostos fenólicos (agliconas flavonóicas). |
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