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Estudo da integração de sistemas fotovoltaicos de um edifício de balanço energético nulo (NZEB)

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Resumo:Um contínuo crescimento populacional e uma procura de energia cada vez mais acentuada, levou as grandes potências mundiais a procurar medidas de forma a diminuir o elevado consumo energético. Neste panorama, os edifícios comerciais e residenciais são responsáveis por cerca de 40% do consumo total de energia na União Europeia. O crescimento deste setor causa o aumento do consumo, tornando-se relevante implementar medidas e tecnologias inovadoras no sentido de reduzir o consumo da energia utilizada e produzir esta a partir de fontes de energia renovável. Esta dissertação consiste na análise custo-benefício, com base na metodologia de custo-ótimo, da utilização de estratégias de eficiência energética em edifícios de balanço energético nulo (NZEB), nomeadamente a produção de energia solar fotovoltaica no local. Desta forma foi realizado um estudo da Biblioteca Municipal Laureano Santos para analisar se a utilização de tecnologia solar fotovoltaica (PV) permite atingir os requisitos de um edifício de balanço energético nulo (NZEB). Posteriormente procurou-se compreender os custos e os benefícios num investimento na construção de um NZEB e a adoção de estratégias de forma a atingir os critérios de um NZEB. Os resultados indicam que a integração de PV no regime de autoconsumo permite diminuir significativamente a energia primária de um edifício típico de serviços em 53%. Já para um edifício típico residencial, a integração desta tecnologia permite uma diminuição de 40% da energia primária inicial. Se for considerado a venda à rede do excedente de energia produzida, esta diminuição é ainda mais acentuada, na ordem dos 76% e dos 78% para as duas tipologias de edifícios, respetivamente. Os resultados permitem também confirmar que o custo-ótimo desta tecnologia varia consoante a área de integração do sistema solar fotovoltaico, da taxa de atualização aplicada e também da consideração de venda de energia produzida excedente, parâmetros que foram estudados nesta dissertação.
Autores principais:Manteiga, Patrícia Isabel Gomes
Assunto:NZEB Energia solar fotovoltaica Edifício de serviços Edifício residencial Custo-ótimo Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Um contínuo crescimento populacional e uma procura de energia cada vez mais acentuada, levou as grandes potências mundiais a procurar medidas de forma a diminuir o elevado consumo energético. Neste panorama, os edifícios comerciais e residenciais são responsáveis por cerca de 40% do consumo total de energia na União Europeia. O crescimento deste setor causa o aumento do consumo, tornando-se relevante implementar medidas e tecnologias inovadoras no sentido de reduzir o consumo da energia utilizada e produzir esta a partir de fontes de energia renovável. Esta dissertação consiste na análise custo-benefício, com base na metodologia de custo-ótimo, da utilização de estratégias de eficiência energética em edifícios de balanço energético nulo (NZEB), nomeadamente a produção de energia solar fotovoltaica no local. Desta forma foi realizado um estudo da Biblioteca Municipal Laureano Santos para analisar se a utilização de tecnologia solar fotovoltaica (PV) permite atingir os requisitos de um edifício de balanço energético nulo (NZEB). Posteriormente procurou-se compreender os custos e os benefícios num investimento na construção de um NZEB e a adoção de estratégias de forma a atingir os critérios de um NZEB. Os resultados indicam que a integração de PV no regime de autoconsumo permite diminuir significativamente a energia primária de um edifício típico de serviços em 53%. Já para um edifício típico residencial, a integração desta tecnologia permite uma diminuição de 40% da energia primária inicial. Se for considerado a venda à rede do excedente de energia produzida, esta diminuição é ainda mais acentuada, na ordem dos 76% e dos 78% para as duas tipologias de edifícios, respetivamente. Os resultados permitem também confirmar que o custo-ótimo desta tecnologia varia consoante a área de integração do sistema solar fotovoltaico, da taxa de atualização aplicada e também da consideração de venda de energia produzida excedente, parâmetros que foram estudados nesta dissertação.