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Números e álgebra no currículo escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta conferência tem por objectivo discutir os problemas que se colocam actualmente aos Números e Álgebra, dois temas que considero fundamentais no currículo da Matemática escolar, mas que pouca atenção têm tido na Educação Matemática em Portugal. Em primeiro lugar, analiso diversos aspectos que têm de ser tidos em conta na abordagem curricular dos conceitos numéricos e algébricos, incluindo os modelos intuitivos essenciais, as formas de representação fundamentais, o uso que se dá às tecnolo-gias e a natureza das actividades a realizar pelos alunos. Analiso igualmente algumas das principais dificuldades dos alunos na Aritmética e na passagem da Aritmética para a Álgebra, ou seja, aos problemas associados ao desenvolvimento do pensamento algébrico. Argumento, então, que no campo dos Números os principais problemas do currículo actual português prendem-se, por um lado, com a aprendizagem dos racionais, dada a insuficiente articulação entre as representações decimal e fraccionária e a reduzida atenção aos modelos intuitivos importantes para o desenvolvimento do conceito de número racional; prendem-se, por outro lado, com a visão redutora que prevalece quanto à actividade de aprendizagem do aluno, demasiado centrada no exercício e pouco atenta às potencialidades dos problemas e das explorações e investigações. Argumento, igualmente, que no campo da Álgebra, o principal problema do currículo português tem a ver com o seu quase desaparecimento como área bem definida, empobrecendo seriamente as experiências de aprendizagem de iniciação ao pensamento algébrico; daqui decorre uma variedade de problemas respeitantes aos contextos, representações, uso da tecnologia e actividades de aprendizagem. Argumento, finalmente, que pelos seus problemas específicos e pela evolução da sociedade, da educação e da tecnologia, estas questões devem merecer atenção central da educação matemática portuguesa.
Autores principais:Ponte, João Pedro da
Assunto:Álgebra Números Pensamento algébrico Sentido de número Currículo Matemática
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta conferência tem por objectivo discutir os problemas que se colocam actualmente aos Números e Álgebra, dois temas que considero fundamentais no currículo da Matemática escolar, mas que pouca atenção têm tido na Educação Matemática em Portugal. Em primeiro lugar, analiso diversos aspectos que têm de ser tidos em conta na abordagem curricular dos conceitos numéricos e algébricos, incluindo os modelos intuitivos essenciais, as formas de representação fundamentais, o uso que se dá às tecnolo-gias e a natureza das actividades a realizar pelos alunos. Analiso igualmente algumas das principais dificuldades dos alunos na Aritmética e na passagem da Aritmética para a Álgebra, ou seja, aos problemas associados ao desenvolvimento do pensamento algébrico. Argumento, então, que no campo dos Números os principais problemas do currículo actual português prendem-se, por um lado, com a aprendizagem dos racionais, dada a insuficiente articulação entre as representações decimal e fraccionária e a reduzida atenção aos modelos intuitivos importantes para o desenvolvimento do conceito de número racional; prendem-se, por outro lado, com a visão redutora que prevalece quanto à actividade de aprendizagem do aluno, demasiado centrada no exercício e pouco atenta às potencialidades dos problemas e das explorações e investigações. Argumento, igualmente, que no campo da Álgebra, o principal problema do currículo português tem a ver com o seu quase desaparecimento como área bem definida, empobrecendo seriamente as experiências de aprendizagem de iniciação ao pensamento algébrico; daqui decorre uma variedade de problemas respeitantes aos contextos, representações, uso da tecnologia e actividades de aprendizagem. Argumento, finalmente, que pelos seus problemas específicos e pela evolução da sociedade, da educação e da tecnologia, estas questões devem merecer atenção central da educação matemática portuguesa.