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Arte, ciência e história no livro português do século XVIII

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Iluminado a um ritmo muito próprio, o século XVIII português edificou-se escorado em memórias escritas, legados de um passado conquistador, mas também dominado, em permanente estado de vigília sobre o vasto território físico e o intelectual. No terreno conquistado aos ditames religiosos suportados pelo poder régio, despontam viços promissores, ecos de novos caminhos trilhados com sucesso no estrangeiro, debuxados nas mentes alumiadas e impressos pela malha tipográfica de uma imprensa em renovação. Pela composição tipográfica disseminam-se as ideias, propagam-se os modernos rumos de uma sociedade e, a par e passo das prementes exigências culturais, surgem novas estéticas compositivas, alargam-se os horizontes da instrução, massificando o conhecimento e tornando-o acessível. Nos principais movimentos de renovação editorial da centúria constrói-se um novo país, aberto à mudança, atento às inovações científicas, disponível para as artes, as que recriam e divulgam a cultura nacional e as que perpetuam as conquistas escritas. Na importação dos progressos tipográficos e das técnicas de gravura, promove-se o advento de uma nova cultura de informação que haveria de evoluir para a publicidade e para os múltiplos caminhos gráficos que se suportam na tipografia e na imagem. No investimento setecentista dedicado à tipografia e à gravura encontra-se o início de uma evolução gráfica que um dia haveria de se libertar do papel. Identificar esses espaços editoriais e respectivas conquistas culturais, científicas e artísticas, foi o caminho que percorremos, testemunhado pelos caracteres que compõem esta tese.
Autores principais:Marques, Ana
Assunto:Teses de doutoramento - 2015 História do livro Livro antigo Tipografia Gravura Encadernação História da cultura
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Iluminado a um ritmo muito próprio, o século XVIII português edificou-se escorado em memórias escritas, legados de um passado conquistador, mas também dominado, em permanente estado de vigília sobre o vasto território físico e o intelectual. No terreno conquistado aos ditames religiosos suportados pelo poder régio, despontam viços promissores, ecos de novos caminhos trilhados com sucesso no estrangeiro, debuxados nas mentes alumiadas e impressos pela malha tipográfica de uma imprensa em renovação. Pela composição tipográfica disseminam-se as ideias, propagam-se os modernos rumos de uma sociedade e, a par e passo das prementes exigências culturais, surgem novas estéticas compositivas, alargam-se os horizontes da instrução, massificando o conhecimento e tornando-o acessível. Nos principais movimentos de renovação editorial da centúria constrói-se um novo país, aberto à mudança, atento às inovações científicas, disponível para as artes, as que recriam e divulgam a cultura nacional e as que perpetuam as conquistas escritas. Na importação dos progressos tipográficos e das técnicas de gravura, promove-se o advento de uma nova cultura de informação que haveria de evoluir para a publicidade e para os múltiplos caminhos gráficos que se suportam na tipografia e na imagem. No investimento setecentista dedicado à tipografia e à gravura encontra-se o início de uma evolução gráfica que um dia haveria de se libertar do papel. Identificar esses espaços editoriais e respectivas conquistas culturais, científicas e artísticas, foi o caminho que percorremos, testemunhado pelos caracteres que compõem esta tese.