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Trombocitopénia aloimune neonatal com apresentação atípica : a propósito de um caso clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A trombocitopénia fetal/neonatal aloimune (TFNAI) é a causa mais comum de trombocitopénia grave isolada em fetos e recém-nascidos aparentemente saudáveis, com uma incidência de 0,7 em 1000 gestações. A TFNAI deve-se a uma incompatibilidade materno-fetal na qual são produzidos aloanticorpos maternos contra antigénios plaquetários fetais não reconhecidos pela mãe. Na maioria dos casos, a doença resolve em 1 a 2 semanas e existe uma boa resposta à transfusão de plaquetas compatíveis. Apresenta-se o caso clínico de um recém-nascido do sexo masculino com diagnóstico pré-natal de hematoma temporal direito às 33 semanas; nessa altura, foi documentada trombocito-pénia materna de novo (valor mínimo: 60x109/L). Desde a nascença, constatou-se tromboci-topénia grave no recém-nascido (5x109/L). O diagnóstico de trombocitopénia aloimune por incompatibilidade para o HPA-1a foi confirmado serologicamente e por genotipagem plaque-tária. O tratamento foi iniciado nas primeiras horas de vida e prolongado até à 6ª semana de vida. Trata-se de um caso de TFNAI com apresentação atípica pela presença de trombocito-pénia materna e por uma resposta à terapêutica tardia, pouco eficaz dependente de corticóides. A inexistência de guidelines baseadas na evidência dificulta uma abordagem consistente e estruturada nesta patologia, assim como a orientação e aconselhamento a estas famílias.
Autores principais:Dias, Maria Beatriz Carvalho Bello
Assunto:Trombocitopenia neonatal aloimune Pediatria
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A trombocitopénia fetal/neonatal aloimune (TFNAI) é a causa mais comum de trombocitopénia grave isolada em fetos e recém-nascidos aparentemente saudáveis, com uma incidência de 0,7 em 1000 gestações. A TFNAI deve-se a uma incompatibilidade materno-fetal na qual são produzidos aloanticorpos maternos contra antigénios plaquetários fetais não reconhecidos pela mãe. Na maioria dos casos, a doença resolve em 1 a 2 semanas e existe uma boa resposta à transfusão de plaquetas compatíveis. Apresenta-se o caso clínico de um recém-nascido do sexo masculino com diagnóstico pré-natal de hematoma temporal direito às 33 semanas; nessa altura, foi documentada trombocito-pénia materna de novo (valor mínimo: 60x109/L). Desde a nascença, constatou-se tromboci-topénia grave no recém-nascido (5x109/L). O diagnóstico de trombocitopénia aloimune por incompatibilidade para o HPA-1a foi confirmado serologicamente e por genotipagem plaque-tária. O tratamento foi iniciado nas primeiras horas de vida e prolongado até à 6ª semana de vida. Trata-se de um caso de TFNAI com apresentação atípica pela presença de trombocito-pénia materna e por uma resposta à terapêutica tardia, pouco eficaz dependente de corticóides. A inexistência de guidelines baseadas na evidência dificulta uma abordagem consistente e estruturada nesta patologia, assim como a orientação e aconselhamento a estas famílias.