Publicação
Colónias balneares : uma inovação sócio-pedagógica no equilíbrio físico e moral da criança pobre (1908-1943)
| Resumo: | A escola ao alargar o seu espectro de acção como instituição disciplinar na transição do século XIX para o século XX, exigiu da sociedade um desenvolvimento harmonioso da personalidade da criança, no sentido de a preparar para uma reflexão sobre valores morais e cívicos, o que implicou um equilibrado desenvolvimento físico. Esta nova forma de encarar a criança veio naturalmente redimensionar a forma de encarar a sua individualização e autonomização, tendo em conta todo um campo de intenções e representações sóciopolíticas e culturais que exigem então novas formas de acção. É neste contexto, marcado por uma articulação contínua entre o discurso médico-social e a lógica do discurso pedagógico que surgem as colónias balneares infantis que servem a educação e o desenvolvimento da criança, segundo um mecanismo de integração na ordem pública e moral da sociedade. Este trabalho pretende assim analisar o papel desempenhado pelas colónias balneares instituídas em Portugal, no período de 1908 a 1943, no crescimento e alteração de atitudes e comportamentos da criança desfavorecida, tendo em vista atingir estádios de formação moral e intelectual, preconizados pelo discurso médico-científico da época, de acordo com os interesses e necessidades pedagógicas, culturais e educativas que reclamavam então uma alteração no sistema educativo. |
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| Autores principais: | Ferreira, Sílvia Celeste Castanho Pintão Martins, 1960- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2004 Colónias de férias Regeneração Higiene infantil Educação - Portugal - séc.20 |
| Ano: | 2004 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A escola ao alargar o seu espectro de acção como instituição disciplinar na transição do século XIX para o século XX, exigiu da sociedade um desenvolvimento harmonioso da personalidade da criança, no sentido de a preparar para uma reflexão sobre valores morais e cívicos, o que implicou um equilibrado desenvolvimento físico. Esta nova forma de encarar a criança veio naturalmente redimensionar a forma de encarar a sua individualização e autonomização, tendo em conta todo um campo de intenções e representações sóciopolíticas e culturais que exigem então novas formas de acção. É neste contexto, marcado por uma articulação contínua entre o discurso médico-social e a lógica do discurso pedagógico que surgem as colónias balneares infantis que servem a educação e o desenvolvimento da criança, segundo um mecanismo de integração na ordem pública e moral da sociedade. Este trabalho pretende assim analisar o papel desempenhado pelas colónias balneares instituídas em Portugal, no período de 1908 a 1943, no crescimento e alteração de atitudes e comportamentos da criança desfavorecida, tendo em vista atingir estádios de formação moral e intelectual, preconizados pelo discurso médico-científico da época, de acordo com os interesses e necessidades pedagógicas, culturais e educativas que reclamavam então uma alteração no sistema educativo. |
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