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“Boas Práticas” nos cuidados formais a pessoas idosas: a perspetiva dos profissionais e das pessoas idosas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O acelerado envelhecimento das sociedades e os desafios que acarreta, tornam as ERPI umas das principais respostas sociais em Portugal, no que respeita à prestação de cuidados às pessoas mais velhas. Importa, assim, aprofundar a qualidade destes serviços, identificando e analisando “Boas Práticas” nos cuidados formais. Esta pesquisa parte, assim, da questão: “Como é que as normativas relacionadas com as boas práticas na prestação de cuidados formais às pessoas idosas são efetivadas em contexto de estrutura residencial para pessoas idosas e como é que estas são perspetivadas pelos intervenientes?”. Tendo como objetivo “analisar de que forma as normativas relacionadas com boas práticas na prestação de cuidados formais às pessoas idosas se refletem em contexto de estrutura residencial”, a investigação desenvolvida expectou analisar se estas normativas se espelham, e de que forma, na realidade institucional das estruturas residenciais para a população idosa. Através de um estudo de caso, selecionou-se uma ERPI onde foi realizada observação participante e aplicados inquéritos realizados por entrevista ao diretor técnico, pessoas idosas e cuidadores formais. Quer a grelha que orientou a observação participante, quer a construção dos guiões de entrevista tiveram como base dimensões e indicadores extraídos do Manual de Boas Práticas do Instituto da Segurança Social. O conjunto de resultados possibilitou realçar boas práticas: carinho no ato de cuidar, boa disposição das AAD, rácio de pessoal face as necessidades dos residentes, comunicação, promoção da autonomia na realização das atividades de vida diária, a ocupação e animação, a paciência, a disponibilidade, a atenção e o amor. Por outro lado, são ainda refletidos comportamentos desadequados e elaboradas sugestões de melhoria. A reflexão aqui concertada é sobretudo importante na ERPI estudada, mas com potencial de informar outras entidades prestadoras de cuidados aos mais velhos.
Autores principais:Ribeiro, Maria Lorvão
Assunto:Cuidados formais Pessoa idosa Boas práticas Estruturas residenciais para as pessoas idosas Formal Care Elderly People Good Practices Residential Structures for Elderly
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O acelerado envelhecimento das sociedades e os desafios que acarreta, tornam as ERPI umas das principais respostas sociais em Portugal, no que respeita à prestação de cuidados às pessoas mais velhas. Importa, assim, aprofundar a qualidade destes serviços, identificando e analisando “Boas Práticas” nos cuidados formais. Esta pesquisa parte, assim, da questão: “Como é que as normativas relacionadas com as boas práticas na prestação de cuidados formais às pessoas idosas são efetivadas em contexto de estrutura residencial para pessoas idosas e como é que estas são perspetivadas pelos intervenientes?”. Tendo como objetivo “analisar de que forma as normativas relacionadas com boas práticas na prestação de cuidados formais às pessoas idosas se refletem em contexto de estrutura residencial”, a investigação desenvolvida expectou analisar se estas normativas se espelham, e de que forma, na realidade institucional das estruturas residenciais para a população idosa. Através de um estudo de caso, selecionou-se uma ERPI onde foi realizada observação participante e aplicados inquéritos realizados por entrevista ao diretor técnico, pessoas idosas e cuidadores formais. Quer a grelha que orientou a observação participante, quer a construção dos guiões de entrevista tiveram como base dimensões e indicadores extraídos do Manual de Boas Práticas do Instituto da Segurança Social. O conjunto de resultados possibilitou realçar boas práticas: carinho no ato de cuidar, boa disposição das AAD, rácio de pessoal face as necessidades dos residentes, comunicação, promoção da autonomia na realização das atividades de vida diária, a ocupação e animação, a paciência, a disponibilidade, a atenção e o amor. Por outro lado, são ainda refletidos comportamentos desadequados e elaboradas sugestões de melhoria. A reflexão aqui concertada é sobretudo importante na ERPI estudada, mas com potencial de informar outras entidades prestadoras de cuidados aos mais velhos.