Publicação
Trauma acústico e o ruído industrial
| Resumo: | A exposição ocupacional ao ruído excessivo é um perigo para a saúde dos trabalhadores, assumido pela Organização Mundial de Saúde como o responsável por 16% das perdas auditivas em todo o mundo. Como tal, torna-se premente estudar esta temática com o objetivo de prevenir danos na saúde dos trabalhadores e promover a sua saúde. Desde meados de 1960 até à atualidade, vários estudos foram realizados, relacionando o trauma acústico com a exposição ocupacional ao ruído, identificando a sua etiologia, fisiologia, métodos de diagnóstico, tratamentos e medidas de minimização dos efeitos na saúde decorrentes da exposição a ruído excessivo. O trauma acústico pode ocorrer após uma exposição a um ruído excessivo prolongada no tempo, a uma exposição curta a um ruído de elevada intensidade, criando danos das células ciliadas auditivas por via mecânica ou metabólica, sendo o principal sintoma o acufeno (com maior incidência à esquerda), a elevação do limiar de audição ou a perda de audição temporária ou definitiva. Podem existir manifestações extra-auditivas, tais como a ansiedade, perturbações cardiovasculares (essencialmente a hipertensão) e isolamento social. O diagnóstico da surdez auditiva pode ser feito através de vários testes, nomeadamente o audiograma tonal e as otoemissões acústicas. O tratamento do trauma acústico passa por abordagens médicas (com a utilização de fármacos corticoesteróides) e cirúrgicas (implantes cocleares), que levarão a uma melhoria na capacidade auditiva, nomeadamente nas frequências de som características da conversação humana. A prevenção primária da surdez auditiva induzida pelo trauma acústico após a exposição ocupacional, passa pela elaboração e adoção de programas e planos de prevenção a ser adotados e implementados pelos governos, empresas e trabalhadores. Atualmente existem leis e normas vigentes em grande parte dos países do mundo, que estabelecem limites de exposição ao ruído e preveem medidas estruturais, organizacionais e de monitorização para a proteção da saúde dos trabalhadores. |
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| Autores principais: | Santos, Carlos Daniel de Figueiredo Jorge |
| Assunto: | Perda auditiva Ruído ocupacional Audiograma Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A exposição ocupacional ao ruído excessivo é um perigo para a saúde dos trabalhadores, assumido pela Organização Mundial de Saúde como o responsável por 16% das perdas auditivas em todo o mundo. Como tal, torna-se premente estudar esta temática com o objetivo de prevenir danos na saúde dos trabalhadores e promover a sua saúde. Desde meados de 1960 até à atualidade, vários estudos foram realizados, relacionando o trauma acústico com a exposição ocupacional ao ruído, identificando a sua etiologia, fisiologia, métodos de diagnóstico, tratamentos e medidas de minimização dos efeitos na saúde decorrentes da exposição a ruído excessivo. O trauma acústico pode ocorrer após uma exposição a um ruído excessivo prolongada no tempo, a uma exposição curta a um ruído de elevada intensidade, criando danos das células ciliadas auditivas por via mecânica ou metabólica, sendo o principal sintoma o acufeno (com maior incidência à esquerda), a elevação do limiar de audição ou a perda de audição temporária ou definitiva. Podem existir manifestações extra-auditivas, tais como a ansiedade, perturbações cardiovasculares (essencialmente a hipertensão) e isolamento social. O diagnóstico da surdez auditiva pode ser feito através de vários testes, nomeadamente o audiograma tonal e as otoemissões acústicas. O tratamento do trauma acústico passa por abordagens médicas (com a utilização de fármacos corticoesteróides) e cirúrgicas (implantes cocleares), que levarão a uma melhoria na capacidade auditiva, nomeadamente nas frequências de som características da conversação humana. A prevenção primária da surdez auditiva induzida pelo trauma acústico após a exposição ocupacional, passa pela elaboração e adoção de programas e planos de prevenção a ser adotados e implementados pelos governos, empresas e trabalhadores. Atualmente existem leis e normas vigentes em grande parte dos países do mundo, que estabelecem limites de exposição ao ruído e preveem medidas estruturais, organizacionais e de monitorização para a proteção da saúde dos trabalhadores. |
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