Publicação
A guerra na Ucrânia e a dependência energética da União Europeia em relação ao gás natural russo
| Resumo: | Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro de 2022, a União Europeia (UE) reconheceu o distanciamento dos combustíveis fósseis russos como uma estratégia económica fundamental. A guerra reescreveu completamente a relação UE-Rússia que se formou nos últimos anos, conduzindo ao fim de décadas de conetividade e de relações energéticas mutuamente benéficas. Ao invadir a Ucrânia, a Rússia tornou o gás natural no que as energias renováveis costumavam ser: pouco fiáveis e caras. A crise energética que ocorreu na Ucrânia reavivou a necessidade de existir uma segurança energética europeia. Aliás, a invasão russa da Ucrânia é, precisamente, um reflexo dos riscos associados à dependência de um único fornecedor e num número bastante reduzido de rotas. Devido, em parte, às políticas adotadas pelos governos após fevereiro de 2022, a capacidade mundial de produção de energia renovável está a expandir-se a um ritmo notável, enquanto a popularidade das tecnologias limpas está a aumentar. O maior legado da crise energética mundial, desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, poderá ser o facto de acelerar o fim da era dos combustíveis fósseis. |
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| Autores principais: | Florea, Dalia |
| Assunto: | Crise energética Combustíveis fósseis Interdependência Energias renováveis Segurança energética Energy crisis Fossil fuels Interdependence Renewable energy Energy security |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro de 2022, a União Europeia (UE) reconheceu o distanciamento dos combustíveis fósseis russos como uma estratégia económica fundamental. A guerra reescreveu completamente a relação UE-Rússia que se formou nos últimos anos, conduzindo ao fim de décadas de conetividade e de relações energéticas mutuamente benéficas. Ao invadir a Ucrânia, a Rússia tornou o gás natural no que as energias renováveis costumavam ser: pouco fiáveis e caras. A crise energética que ocorreu na Ucrânia reavivou a necessidade de existir uma segurança energética europeia. Aliás, a invasão russa da Ucrânia é, precisamente, um reflexo dos riscos associados à dependência de um único fornecedor e num número bastante reduzido de rotas. Devido, em parte, às políticas adotadas pelos governos após fevereiro de 2022, a capacidade mundial de produção de energia renovável está a expandir-se a um ritmo notável, enquanto a popularidade das tecnologias limpas está a aumentar. O maior legado da crise energética mundial, desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, poderá ser o facto de acelerar o fim da era dos combustíveis fósseis. |
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