Publicação
Protein restriction and chronic kidney disease
| Resumo: | Introdução: Há evidência experimental sugestiva de que a restrição proteica pode melhorar a hiperfiltração glomerular e preservar a taxa de filtração glomerular (TFG), mas nem todos os estudos clínicos demonstram efeitos benéficos consistentes em todos os pacientes com doença renal crónica (DRC), questionando a sua segurança sobre a diminuição do consumo energético e o risco de malnutrição. Os autores pretendem realizar uma revisão abrangente da eficácia e segurança da restrição proteica na progressão da DRC. Métodos: Esta revisão narrativa inclui artigos publicados no PubMed, entre 2000 e 2023, sobre o efeito da restrição proteica na progressão da DRC em pacientes com DRC nos estágios 3, 4 e 5 sem diálise. A análise do efeito da progressão da DRC (declínio da TFG ou ocorrência de insuficiência renal terminal (IRT)) foi definida de acordo com cada estudo. A ingestão elevada de proteínas na dieta leva ao aumento da pressão intraglomerular e à hiperfiltração glomerular, que a longo prazo será prejudicial para os rins. Assim, a restrição proteica em pacientes com DRC é uma medida recomendada pelas recentes diretrizes internacionais KDOQI, e vários estudos têm demonstrado efeitos favoráveis na diminuição do declínio da TFG ou nastaxas de ocorrência de IRT. Assim sendo, parece aconselhável seguir uma dieta com restrição proteica bem estruturada em pacientes com DRC entre os estágios 3, 4 e 5 (sem diálise) para retardar a progressão da DRC. A preocupação com a ocorrência de malnutrição nestes doentes não foi comprovada. Concluindo que uma dieta com restrição proteica precisa de uma ingestão energético calórica adequada concomitante, para manter a segurança destas medidas. |
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| Autores principais: | Nunes, Ana Carolina Ferreira Graça |
| Assunto: | Doença renal crónica Restrição proteica Dietas hipoproteicas Ingestão proteica Nutrição Nefrologia |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Há evidência experimental sugestiva de que a restrição proteica pode melhorar a hiperfiltração glomerular e preservar a taxa de filtração glomerular (TFG), mas nem todos os estudos clínicos demonstram efeitos benéficos consistentes em todos os pacientes com doença renal crónica (DRC), questionando a sua segurança sobre a diminuição do consumo energético e o risco de malnutrição. Os autores pretendem realizar uma revisão abrangente da eficácia e segurança da restrição proteica na progressão da DRC. Métodos: Esta revisão narrativa inclui artigos publicados no PubMed, entre 2000 e 2023, sobre o efeito da restrição proteica na progressão da DRC em pacientes com DRC nos estágios 3, 4 e 5 sem diálise. A análise do efeito da progressão da DRC (declínio da TFG ou ocorrência de insuficiência renal terminal (IRT)) foi definida de acordo com cada estudo. A ingestão elevada de proteínas na dieta leva ao aumento da pressão intraglomerular e à hiperfiltração glomerular, que a longo prazo será prejudicial para os rins. Assim, a restrição proteica em pacientes com DRC é uma medida recomendada pelas recentes diretrizes internacionais KDOQI, e vários estudos têm demonstrado efeitos favoráveis na diminuição do declínio da TFG ou nastaxas de ocorrência de IRT. Assim sendo, parece aconselhável seguir uma dieta com restrição proteica bem estruturada em pacientes com DRC entre os estágios 3, 4 e 5 (sem diálise) para retardar a progressão da DRC. A preocupação com a ocorrência de malnutrição nestes doentes não foi comprovada. Concluindo que uma dieta com restrição proteica precisa de uma ingestão energético calórica adequada concomitante, para manter a segurança destas medidas. |
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