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Influência da pressão pulpar positiva na difusão de peróxido de hidrogénio de um produto de branqueamento através dos tecidos dentários in vitro: ensaio piloto

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivos: Verificar se a pressão pulpar positiva (PPP) altera a difusão de peróxido de hidrogénio (PH) para a câmara pulpar através dos tecidos dentários, após aplicação de um produto de branqueamento. Desenho do estudo: Ensaio piloto in vitro. Materiais e Métodos: 20 dentes pré-molares e caninos foram divididos em quatro grupos (n=5). Todos foram seccionados horizontalmente 2-3mm abaixo da junção amelo-cementária; o tecido pulpar foi removido e as coroas foram montadas em placas de policarbonato de forma a simular PPP em dentes inferiores e superiores (grupos A e B) e pressão pulpar 0 (grupos C e D), respetivamente. Registou-se, para cada amostra, a espessura vestibular, volume da câmara pulpar, áreas de aplicação e exposição. A câmara pulpar foi preenchida com solução tampão acetato 2M. Foram recolhidas amostras antes e após o protocolo de branqueamento com 40% de PH, 6x20 minutos, e subsequentemente analisadas através do método de Leucocristal Violeta. Previamente foi realizada a titulação do gel de branqueamento para determinar a concentração de PH presente no lote utilizado. Os dados foram analisados estatisticamente através dos testes U de Mann-Whitney, teste de Wilcoxon e correlação de Spearman, e a significância considerada foi de p < 0,05. Resultados: Nos grupos A e B houve menores quantidade e percentagem de PH recuperado do interior da câmara pulpar, embora não estatisticamente diferentes entre eles (p > 0,05). Verificaram-se diferenças significativas entre quantidade de PH aplicado, recuperado, e controlo para todos os grupos (p < 0,05). Não foi possível estabelecer correlações entre espessura, volume da câmara pulpar e áreas de aplicação e exposição face à quantidade de PH recuperado. Conclusão: A pressão pulpar positiva leva a uma diminuição, embora não estatisticamente significativa, da quantidade de PH que atingiu a câmara pulpar através dos tecidos dentários após aplicação de PH a 40%.
Autores principais:Cardoso, Catarina Guerreiro Martins Crêspo
Assunto:Branqueamento dentário Peróxido de hidrogénio Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objetivos: Verificar se a pressão pulpar positiva (PPP) altera a difusão de peróxido de hidrogénio (PH) para a câmara pulpar através dos tecidos dentários, após aplicação de um produto de branqueamento. Desenho do estudo: Ensaio piloto in vitro. Materiais e Métodos: 20 dentes pré-molares e caninos foram divididos em quatro grupos (n=5). Todos foram seccionados horizontalmente 2-3mm abaixo da junção amelo-cementária; o tecido pulpar foi removido e as coroas foram montadas em placas de policarbonato de forma a simular PPP em dentes inferiores e superiores (grupos A e B) e pressão pulpar 0 (grupos C e D), respetivamente. Registou-se, para cada amostra, a espessura vestibular, volume da câmara pulpar, áreas de aplicação e exposição. A câmara pulpar foi preenchida com solução tampão acetato 2M. Foram recolhidas amostras antes e após o protocolo de branqueamento com 40% de PH, 6x20 minutos, e subsequentemente analisadas através do método de Leucocristal Violeta. Previamente foi realizada a titulação do gel de branqueamento para determinar a concentração de PH presente no lote utilizado. Os dados foram analisados estatisticamente através dos testes U de Mann-Whitney, teste de Wilcoxon e correlação de Spearman, e a significância considerada foi de p < 0,05. Resultados: Nos grupos A e B houve menores quantidade e percentagem de PH recuperado do interior da câmara pulpar, embora não estatisticamente diferentes entre eles (p > 0,05). Verificaram-se diferenças significativas entre quantidade de PH aplicado, recuperado, e controlo para todos os grupos (p < 0,05). Não foi possível estabelecer correlações entre espessura, volume da câmara pulpar e áreas de aplicação e exposição face à quantidade de PH recuperado. Conclusão: A pressão pulpar positiva leva a uma diminuição, embora não estatisticamente significativa, da quantidade de PH que atingiu a câmara pulpar através dos tecidos dentários após aplicação de PH a 40%.