Publicação
Contextualização do saber na formação inicial de professores de física e de química : perspetivas de futuros professores : um contributo para a melhoria da formação de professores
| Resumo: | Alguns estudos recentes têm procurado esclarecer o potencial da contextualização do saber como possível resposta ao insucesso e abando escolar. Com referência a alguns destes trabalhos procuramos saber se a formação inicial de professores prepara para contextualizar, assim como aprofundar o conhecimento sobre este conceito. Este estudo qualitativo aborda um conceito recente e que cujo significado não é unívoco. Como não se encontraram outros estudos referentes à preparação que a formação inicial de professores oferece quanto à contextualização do saber este trabalho configura-se de carácter exploratório. Para sabermos se a formação inicial de professores prepara profissionais capazes de contextualizar o saber procurámos aceder às representações dos estudantes de mestrado em ensino sobre o que significa contextualizar o saber, e quais os seus referenciais teóricos. Foi também nossa intenção saber se a formação inicial de professores prepara para contextualizar saberes específicos da física e da química. Para aceder às representações dos sujeitos foram realizadas entrevistas semidiretivas. A análise feita ao conteúdo das entrevistas levou-nos a concluir que a formação inicial de professores, no caso estudado, aborda aspetos da contextualização do saber, assim como o conjunto das práticas dos formadores de professores são congruentes com os princípios da contextualização, congruência a que chamamos isomorfismo. Não foram indicados pelos sujeitos referenciais teóricos associados à contextualização e que tivessem sido fornecidos pela formação inicial de professores. O que nos leva a aferir que a formação inicial os preparou para contextualizar embora de forma não intencional e consciente, por isso, de modo algo desarticulado. Os entrevistados não identificaram características da contextualização que fossem exclusivas da contextualização da física e da química. Finalmente, concluímos que os entrevistados tinham um conjunto de saberes associados à contextualização, tendo em conta o que o quadro teórico de referência diz ser a contextualização do saber, e que esses saberes poderiam ser considerados um contributo para a melhoria da formação inicial de professores, do ponto de vista de que nos possibilitaram um aprofundamento do conhecimento sobre contextualização do saber. |
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| Autores principais: | Almendra, Bruno João Ramalho Gomes de, 1986- |
| Assunto: | Formação inicial de professores Professores de física Professores de química Teses de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Alguns estudos recentes têm procurado esclarecer o potencial da contextualização do saber como possível resposta ao insucesso e abando escolar. Com referência a alguns destes trabalhos procuramos saber se a formação inicial de professores prepara para contextualizar, assim como aprofundar o conhecimento sobre este conceito. Este estudo qualitativo aborda um conceito recente e que cujo significado não é unívoco. Como não se encontraram outros estudos referentes à preparação que a formação inicial de professores oferece quanto à contextualização do saber este trabalho configura-se de carácter exploratório. Para sabermos se a formação inicial de professores prepara profissionais capazes de contextualizar o saber procurámos aceder às representações dos estudantes de mestrado em ensino sobre o que significa contextualizar o saber, e quais os seus referenciais teóricos. Foi também nossa intenção saber se a formação inicial de professores prepara para contextualizar saberes específicos da física e da química. Para aceder às representações dos sujeitos foram realizadas entrevistas semidiretivas. A análise feita ao conteúdo das entrevistas levou-nos a concluir que a formação inicial de professores, no caso estudado, aborda aspetos da contextualização do saber, assim como o conjunto das práticas dos formadores de professores são congruentes com os princípios da contextualização, congruência a que chamamos isomorfismo. Não foram indicados pelos sujeitos referenciais teóricos associados à contextualização e que tivessem sido fornecidos pela formação inicial de professores. O que nos leva a aferir que a formação inicial os preparou para contextualizar embora de forma não intencional e consciente, por isso, de modo algo desarticulado. Os entrevistados não identificaram características da contextualização que fossem exclusivas da contextualização da física e da química. Finalmente, concluímos que os entrevistados tinham um conjunto de saberes associados à contextualização, tendo em conta o que o quadro teórico de referência diz ser a contextualização do saber, e que esses saberes poderiam ser considerados um contributo para a melhoria da formação inicial de professores, do ponto de vista de que nos possibilitaram um aprofundamento do conhecimento sobre contextualização do saber. |
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