Publicação
A língua portuguesa e as línguas de contacto : o impacto da política linguística em São Tomé e Príncipe
| Resumo: | São Tomé e Príncipe é um país de dimensão reduzida. Não obstante este tamanho, o país apresenta, em questões de línguas nacionais, semelhanças com os países de maiores dimensões. Este trabalho alerta para a existência destas línguas de contacto e para o papel que essas mesmas línguas têm tido até hoje no panorama linguístico de STP, no qual existe uma língua oficial, o português. Esta tese procura evidenciar a evolução do panorama linguístico do século XX até aos nossos dias. A pesquisa apoiou-se nos dados recolhidos em dois inquéritos: um feito pelo INEInstituto Nacional de Estatística 2012, publicado em 2014; e outro dirigido aos alunos e aos professores do ISPSTP- Instituto Superior Politécnico São Tomé e Príncipe em 2013. Os dados recolhidos permitiram confirmar que a língua portuguesa é a língua mais usada em STP, apesar de ser acompanhada de restantes línguas. Este estudo trata também do português oral santomense e do seu uso e relevância no ensino/aprendizagem. A língua portuguesa em STP tem sido associada a um uso problemático tanto na oralidade como na escrita, o que muitos autores associam a uma interferência das outras línguas. Nesta tese questiona-se que rumo linguístico seguem os santomenses? Rumo ao PE ou a uma variedade santomense? E que variedade? Pretende-se demonstrar a importância da existência de uma política de língua adequada para o país. É obrigação do governo desenvolver uma política educativa capaz de proporcionar às crianças ou aos falantes de qualquer língua materna uma aprendizagem da língua, com reflexos positivos no seu uso. Ou seja, tentar melhorar o conhecimento e o domínio da Língua Portuguesa (LP) pelos 98,4% são-tomenses que a têm como língua materna. |
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| Autores principais: | David, Cristina Amado Franca e Almeida Castelo |
| Assunto: | Língua portuguesa - São Tomé e Príncipe Língua portuguesa - Estudo e ensino - São Tomé e Príncipe Língua portuguesa - Variação linguística - São Tomé e Príncipe Política linguística - São Tomé e Príncipe Teses de doutoramento - 2018 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | São Tomé e Príncipe é um país de dimensão reduzida. Não obstante este tamanho, o país apresenta, em questões de línguas nacionais, semelhanças com os países de maiores dimensões. Este trabalho alerta para a existência destas línguas de contacto e para o papel que essas mesmas línguas têm tido até hoje no panorama linguístico de STP, no qual existe uma língua oficial, o português. Esta tese procura evidenciar a evolução do panorama linguístico do século XX até aos nossos dias. A pesquisa apoiou-se nos dados recolhidos em dois inquéritos: um feito pelo INEInstituto Nacional de Estatística 2012, publicado em 2014; e outro dirigido aos alunos e aos professores do ISPSTP- Instituto Superior Politécnico São Tomé e Príncipe em 2013. Os dados recolhidos permitiram confirmar que a língua portuguesa é a língua mais usada em STP, apesar de ser acompanhada de restantes línguas. Este estudo trata também do português oral santomense e do seu uso e relevância no ensino/aprendizagem. A língua portuguesa em STP tem sido associada a um uso problemático tanto na oralidade como na escrita, o que muitos autores associam a uma interferência das outras línguas. Nesta tese questiona-se que rumo linguístico seguem os santomenses? Rumo ao PE ou a uma variedade santomense? E que variedade? Pretende-se demonstrar a importância da existência de uma política de língua adequada para o país. É obrigação do governo desenvolver uma política educativa capaz de proporcionar às crianças ou aos falantes de qualquer língua materna uma aprendizagem da língua, com reflexos positivos no seu uso. Ou seja, tentar melhorar o conhecimento e o domínio da Língua Portuguesa (LP) pelos 98,4% são-tomenses que a têm como língua materna. |
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