Publicação
Tratamento da depressão bipolar : paradigma atual e futuras abordagens
| Resumo: | A doença bipolar é das psicopatologias mais dispendiosas (o subdiagnóstico e a não adesão ao tratamento aumentam os custos)1,2 e com maior hereditabilidade3 e tem relação com os quadros esquizomorfos – com labilidade genética idêntica e predisposição para a psicose em ambas4. A mortalidade está aumentada – o suicídio, auto-agressão e acidentes ocorrem mais nos jovens e a comorbilidade cardiovascular nos idosos5,6. Os doentes bipolares têm mais comorbilidades ansiosas, abuso de substâncias, síndrome metabólico, diabetes, osteoporose, fibromialgia1. A sazonalidade está em crescente investigação, com evidência da variação do humor com o número de horas diurnas, temperatura, humidade e pluvimetria7 – as depressões sazonais ocorrem em 25% dos doentes e as manias em 15%7. A mania tem pico na primavera e verão, a depressão no inverno e os episódios mistos na primavera e em pleno verão7. A sazonalidade confere gravidade e ocorre mais nas mulheres e no subtipo II7. A maioria dos doentes não tem ou é leve7. A depressão bipolar é o componente mais frequente e uma das problemáticas mais mal resolvidas1,4,5. O baixo número de fármacos eficazes e aprovados justifica o uso off-label de muitas combinações8. Os antidepressivos associam-se a controvérsia substancial1,4,5; a electroconvulsivoterapia justifica-se nos casos refratários, severos e ameaçadores da vida8; a psicoterapia é vantajosa quando adicionada à farmacoterapia, sobretudo na depressão8. Novos tratamentos têm ganhado relevância, como a fototerapia, a cetamina, a cicloserina, o pramipexole e a suplementação hormonal tiroideia8. Nesta Tese de Mestrado, debruço-me sobre a problemática da depressão bipolar, os tratamentos já existentes e novas investigações na área |
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| Autores principais: | Ferreira, Mafalda Andrade Martins |
| Assunto: | Depressão bipolar Antidepressivos Psiquiatria |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença bipolar é das psicopatologias mais dispendiosas (o subdiagnóstico e a não adesão ao tratamento aumentam os custos)1,2 e com maior hereditabilidade3 e tem relação com os quadros esquizomorfos – com labilidade genética idêntica e predisposição para a psicose em ambas4. A mortalidade está aumentada – o suicídio, auto-agressão e acidentes ocorrem mais nos jovens e a comorbilidade cardiovascular nos idosos5,6. Os doentes bipolares têm mais comorbilidades ansiosas, abuso de substâncias, síndrome metabólico, diabetes, osteoporose, fibromialgia1. A sazonalidade está em crescente investigação, com evidência da variação do humor com o número de horas diurnas, temperatura, humidade e pluvimetria7 – as depressões sazonais ocorrem em 25% dos doentes e as manias em 15%7. A mania tem pico na primavera e verão, a depressão no inverno e os episódios mistos na primavera e em pleno verão7. A sazonalidade confere gravidade e ocorre mais nas mulheres e no subtipo II7. A maioria dos doentes não tem ou é leve7. A depressão bipolar é o componente mais frequente e uma das problemáticas mais mal resolvidas1,4,5. O baixo número de fármacos eficazes e aprovados justifica o uso off-label de muitas combinações8. Os antidepressivos associam-se a controvérsia substancial1,4,5; a electroconvulsivoterapia justifica-se nos casos refratários, severos e ameaçadores da vida8; a psicoterapia é vantajosa quando adicionada à farmacoterapia, sobretudo na depressão8. Novos tratamentos têm ganhado relevância, como a fototerapia, a cetamina, a cicloserina, o pramipexole e a suplementação hormonal tiroideia8. Nesta Tese de Mestrado, debruço-me sobre a problemática da depressão bipolar, os tratamentos já existentes e novas investigações na área |
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