Publicação
Bactérias isoladas de cateteres endovenosos em animais internados: factores de virulência
| Resumo: | Embora os cateteres endovenosos sejam indispensáveis nos dias de hoje, ao providenciar de forma segura um fácil acesso vascular, constituem um risco acrescido para o paciente. Com efeito, os cateteres endovenosos podem ser colonizados por bactérias e provocar as chamadas infecções sanguíneas provocadas por cateteres (“CR-BSI”, Catheter Related BloodStream Infections). As CR-BSI têm sido implicadas no aumento da mortalidade e morbilidade em unidades de cuidados intensivos de pequenos animais. De entre os factores de virulência relevantes, encontram-se a capacidade de colonização e antibiorresistência das bactérias colonizadoras, ambos directamente afectados pela capacidade de formação de biofilmes por parte destas bactérias. Este importante factor de virulência, para além de permitir o estabelecimento de comunidades bacterianas sobre o cateter, promove a resistência a antibióticos e a evasão bacteriana às defesas do hospedeiro. O objectivo deste trabalho foi avaliar a presença de dois factores de virulência em bactérias isoladas a partir de cateteres endovenosos obtidos no Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Técnica de Lisboa: a capacidade de formação de biofilmes e o perfil de susceptibilidade a agentes antimicrobianos. As bactérias isoladas nos cateteres pertenciam à microbiota normal do hospedeiro ou do ambiente e o género mais representativo neste estudo foi Staphylococcus spp. A maioria das bactérias isoladas foram resistentes a pelo menos três antibióticos e os princípios activos que demostraram menor incidência de resistências foram a amoxicilinina associada ao ácido clavulânico, a gentamicina e a cefotaxima. A maioria das bactérias isoladas (62,5%) foram capazes de, in vitro, expressar biofilmes em menos de 72 horas. Foi encontrada uma correlação positiva significativa entre a formação de biofilmes e a antibiorresistência. |
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| Autores principais: | Nunes, Sara Filipa Lopes |
| Assunto: | Colonização bacteriana Cateter CR-BSI Biofilme Bacterial colonization Catheter Biofilm |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Embora os cateteres endovenosos sejam indispensáveis nos dias de hoje, ao providenciar de forma segura um fácil acesso vascular, constituem um risco acrescido para o paciente. Com efeito, os cateteres endovenosos podem ser colonizados por bactérias e provocar as chamadas infecções sanguíneas provocadas por cateteres (“CR-BSI”, Catheter Related BloodStream Infections). As CR-BSI têm sido implicadas no aumento da mortalidade e morbilidade em unidades de cuidados intensivos de pequenos animais. De entre os factores de virulência relevantes, encontram-se a capacidade de colonização e antibiorresistência das bactérias colonizadoras, ambos directamente afectados pela capacidade de formação de biofilmes por parte destas bactérias. Este importante factor de virulência, para além de permitir o estabelecimento de comunidades bacterianas sobre o cateter, promove a resistência a antibióticos e a evasão bacteriana às defesas do hospedeiro. O objectivo deste trabalho foi avaliar a presença de dois factores de virulência em bactérias isoladas a partir de cateteres endovenosos obtidos no Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Técnica de Lisboa: a capacidade de formação de biofilmes e o perfil de susceptibilidade a agentes antimicrobianos. As bactérias isoladas nos cateteres pertenciam à microbiota normal do hospedeiro ou do ambiente e o género mais representativo neste estudo foi Staphylococcus spp. A maioria das bactérias isoladas foram resistentes a pelo menos três antibióticos e os princípios activos que demostraram menor incidência de resistências foram a amoxicilinina associada ao ácido clavulânico, a gentamicina e a cefotaxima. A maioria das bactérias isoladas (62,5%) foram capazes de, in vitro, expressar biofilmes em menos de 72 horas. Foi encontrada uma correlação positiva significativa entre a formação de biofilmes e a antibiorresistência. |
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