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The European Central Bank's role in the eurozone crisis

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Resumo:Esta dissertação pretende analisar o papel do Banco Central Europeu (BCE) na União Europeia e na crise da zona euro. Especialmente, procura compreender se a arquitetura inicial sobre a qual o BCE foi construído era adequada para responder aos desafios que se vieram colocar durante a crise, procurando analisar as alterações motivadas pelo desenvolvimento da crise. O BCE é uma instituição fundamental para a união monetária. Estando no centro da questão, dadas as características financeira e bancária da crise, o BCE tem vindo a enfrentar muitos desafios. Muitos têm criticado o papel do BCE na crise da zona euro, realçando a sua limitação de poderes pelos Tratados e a sua lentidão na resolução dos problemas de liquidez dos estados membros. Outros consideram que o BCE tem sido a instituição determinante para a resolução da crise. Mas durante o período em que a crise se foi aprofundando, e em que a crise financeira inicial evoluiu para a crise da zona euro, o BCE enfrentou e continua a enfrentar muitos desafios e mudanças, assumindo um papel decisivo na crise. No Sistema Monetário Europeu, o BCE é agora uma instituição mais forte com mais instrumentos e novos poderes. A União Europeia enfrentou o seu maior desafio e conseguiu sobreviver unida pelo euro. Contudo, o BCE, que tinha a estabilidade de preços como o seu principal objetivo, enfrenta agora o perigo de deflação. Manter a estabilidade financeira é agora um objetivo fundamental e a regulação das instituições financeiras é fundamental para a estabilidade da zona euro. Uma união bancária eficaz, capaz de regular a integração financeira e de efetuar uma supervisão bancária centralizada adequada é fundamental para a continuidade da zona euro. Nesta presumível fase final da crise europeia, o BCE tornou-se num banco central muito mais interventivo devido às circunstâncias excepcionais que tem vindo a enfrentar. Esta dissertação começa por caracterizar o papel de um banco central numa união monetária e os seus constrangimentos. Seguidamente, expõe as políticas, os instrumentos e a arquitetura original do BCE. No final, é abordado concretamente o papel do BCE na crise da zona euro com a análise paramétrica dos efeitos das políticas do BCE nas taxas de juro das dívidas soberanas.
Autores principais:Esteves, Sílvia Patrícia Simões
Assunto:Banco Central Europeu Crise Zona Euro União Monetária European Central Bank Eurozone Crisis Monetary Union
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta dissertação pretende analisar o papel do Banco Central Europeu (BCE) na União Europeia e na crise da zona euro. Especialmente, procura compreender se a arquitetura inicial sobre a qual o BCE foi construído era adequada para responder aos desafios que se vieram colocar durante a crise, procurando analisar as alterações motivadas pelo desenvolvimento da crise. O BCE é uma instituição fundamental para a união monetária. Estando no centro da questão, dadas as características financeira e bancária da crise, o BCE tem vindo a enfrentar muitos desafios. Muitos têm criticado o papel do BCE na crise da zona euro, realçando a sua limitação de poderes pelos Tratados e a sua lentidão na resolução dos problemas de liquidez dos estados membros. Outros consideram que o BCE tem sido a instituição determinante para a resolução da crise. Mas durante o período em que a crise se foi aprofundando, e em que a crise financeira inicial evoluiu para a crise da zona euro, o BCE enfrentou e continua a enfrentar muitos desafios e mudanças, assumindo um papel decisivo na crise. No Sistema Monetário Europeu, o BCE é agora uma instituição mais forte com mais instrumentos e novos poderes. A União Europeia enfrentou o seu maior desafio e conseguiu sobreviver unida pelo euro. Contudo, o BCE, que tinha a estabilidade de preços como o seu principal objetivo, enfrenta agora o perigo de deflação. Manter a estabilidade financeira é agora um objetivo fundamental e a regulação das instituições financeiras é fundamental para a estabilidade da zona euro. Uma união bancária eficaz, capaz de regular a integração financeira e de efetuar uma supervisão bancária centralizada adequada é fundamental para a continuidade da zona euro. Nesta presumível fase final da crise europeia, o BCE tornou-se num banco central muito mais interventivo devido às circunstâncias excepcionais que tem vindo a enfrentar. Esta dissertação começa por caracterizar o papel de um banco central numa união monetária e os seus constrangimentos. Seguidamente, expõe as políticas, os instrumentos e a arquitetura original do BCE. No final, é abordado concretamente o papel do BCE na crise da zona euro com a análise paramétrica dos efeitos das políticas do BCE nas taxas de juro das dívidas soberanas.