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Stress ocupacional e bem-estar : a importância dos recursos da organização ao nível terciário

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No sentido de lidar com o stress ocupacional e suas consequências na saúde e no bemestar dos trabalhadores, surge a necessidade das organizações desenvolverem intervenções terciárias para possibilitar o apoio psicológico e de saúde aos colaboradores e aos seus dependentes. O modelo JDC de Karasek, baseando-se nas características do trabalho, verificou que elevada exigência (quantidade de trabalho) associada a baixa autonomia (controlo) conduz a um quadro de maior stress no trabalho. Do mesmo modo, o modelo JDR demonstra que para além das características do trabalho, todas as funções dentro do contexto de trabalho, têm também aspectos físicos, psicológicos, sociais ou organizacionais do trabalho que visam reduzir as exigências do trabalho, atingir as metas do trabalho e estimular o crescimento pessoal, a aprendizagem e o desenvolvimento - os recursos. Neste presente estudo, partimos das características de trabalho do modelo de Karasek, para estudar o burnout e o engagement, mas a sua conceptualização foi amplificada numa perspectiva macro, na qual as práticas organizacionais, nomeadamente as intervenções terciárias, foram considerados recursos do contextos cruciais para explicar o bem-estar dos trabalhadores. Utilizámos uma amostra de 75 colaboradores de uma empresa do sector informático no Brasil. Os resultados obtidos apontam para o facto de que as práticas organizacionais não potenciarem o efeito dos recursos no engagement, nem atenuarem o efeito das exigências no burnout mas revelarem uma relação directa com o bem-estar dos trabalhadores. Ao nível da gestão do stress por parte dos recursos humanos este estudo implica a necessidade de existir a diminuição ao nível das exigências e o aumento dos recursos do trabalho (particularmente o suporte do chefe), assim como o aumento das práticas organizacionais promotoras do bem-estar.
Autores principais:El Sayed, Sara Rodrigues
Assunto:Bem-estar profissional Burnout profissional Stress no trabalho Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No sentido de lidar com o stress ocupacional e suas consequências na saúde e no bemestar dos trabalhadores, surge a necessidade das organizações desenvolverem intervenções terciárias para possibilitar o apoio psicológico e de saúde aos colaboradores e aos seus dependentes. O modelo JDC de Karasek, baseando-se nas características do trabalho, verificou que elevada exigência (quantidade de trabalho) associada a baixa autonomia (controlo) conduz a um quadro de maior stress no trabalho. Do mesmo modo, o modelo JDR demonstra que para além das características do trabalho, todas as funções dentro do contexto de trabalho, têm também aspectos físicos, psicológicos, sociais ou organizacionais do trabalho que visam reduzir as exigências do trabalho, atingir as metas do trabalho e estimular o crescimento pessoal, a aprendizagem e o desenvolvimento - os recursos. Neste presente estudo, partimos das características de trabalho do modelo de Karasek, para estudar o burnout e o engagement, mas a sua conceptualização foi amplificada numa perspectiva macro, na qual as práticas organizacionais, nomeadamente as intervenções terciárias, foram considerados recursos do contextos cruciais para explicar o bem-estar dos trabalhadores. Utilizámos uma amostra de 75 colaboradores de uma empresa do sector informático no Brasil. Os resultados obtidos apontam para o facto de que as práticas organizacionais não potenciarem o efeito dos recursos no engagement, nem atenuarem o efeito das exigências no burnout mas revelarem uma relação directa com o bem-estar dos trabalhadores. Ao nível da gestão do stress por parte dos recursos humanos este estudo implica a necessidade de existir a diminuição ao nível das exigências e o aumento dos recursos do trabalho (particularmente o suporte do chefe), assim como o aumento das práticas organizacionais promotoras do bem-estar.