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Alternativas ao bloqueio epidural torácico no tratamento da dor por fratura de costelas : comparação de estudos em cadáveres

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Resumo:Introdução: A fratura de costelas por traumatismo torácico cursa com dor intensa e elevada morbi-mortalidade. O desenvolvimento de estratégias terapêuticas de analgesia terá impacto a curto prazo, na redução de complicações, tempo de internamento e custos associados, bem como a longo prazo, na redução da incidência de dor crónica. O bloqueio epidural torácico é a técnica standard, porém, as evidências que justificam a sua realização são baixas. Os bloqueios paravertebral torácico, do plano do serrátil anterior e do plano do eretor da espinha têm sido descritos como alternativas eficazes. Objetivo: Descrever as principais alternativas ao bloqueio epidural torácico no tratamento da dor por fratura de costelas. Métodos: Revisão sistemática da literatura científica presente na Pubmed, Clinicalkey, Medline e Medscape. Os critérios de inclusão foram estudos em cadáveres humanos adultos, com realização dos bloqueios supracitados, de forma isolada ou combinada, com apoio ecográfico, injeção de corante/contraste e posterior análise da sua dispersão. Resultados: No bloqueio paravertebral torácico, a dispersão foi mais consistente nos espaços paravertebral, intercostal e epidural, sendo superior no local da injeção e quando esta ocorre a múltiplos níveis. No bloqueio do plano do serrátil anterior, houve maior dispersão crânio-caudal enquanto que no do plano do eretor da espinha houve igualmente dispersão anterior, crânio-caudal e lateral. Discussão: Os bloqueios paravertebral torácico, do plano do serrátil anterior e do eretor da espinha poderão constituir uma alternativa válida nos casos de fratura ântero-lateral de costelas. O bloqueio do plano do eretor da espinha poderá ter ainda indicação no caso de fraturas de costelas na região posterior da parede torácica. Conclusão: Apesar de não ser possível extrapolar para o contexto clínico, se for considerada a dispersão do corante/contraste pelos vários nervos, nos estudos realizados, é possível inferir quais as alternativas ao bloqueio epidural torácico mais adequadas para controlo da dor na fratura de costelas, de acordo com a sua localização.
Autores principais:Abrantes, Ana Mafalda Seabra
Assunto:Traumatismo torácico Bloqueio epidural torácico Bloqueio paravertebral torácico Bloqueio do plano do serrátil anterior Bloqueio do plano do eretor da espinha Anatomia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A fratura de costelas por traumatismo torácico cursa com dor intensa e elevada morbi-mortalidade. O desenvolvimento de estratégias terapêuticas de analgesia terá impacto a curto prazo, na redução de complicações, tempo de internamento e custos associados, bem como a longo prazo, na redução da incidência de dor crónica. O bloqueio epidural torácico é a técnica standard, porém, as evidências que justificam a sua realização são baixas. Os bloqueios paravertebral torácico, do plano do serrátil anterior e do plano do eretor da espinha têm sido descritos como alternativas eficazes. Objetivo: Descrever as principais alternativas ao bloqueio epidural torácico no tratamento da dor por fratura de costelas. Métodos: Revisão sistemática da literatura científica presente na Pubmed, Clinicalkey, Medline e Medscape. Os critérios de inclusão foram estudos em cadáveres humanos adultos, com realização dos bloqueios supracitados, de forma isolada ou combinada, com apoio ecográfico, injeção de corante/contraste e posterior análise da sua dispersão. Resultados: No bloqueio paravertebral torácico, a dispersão foi mais consistente nos espaços paravertebral, intercostal e epidural, sendo superior no local da injeção e quando esta ocorre a múltiplos níveis. No bloqueio do plano do serrátil anterior, houve maior dispersão crânio-caudal enquanto que no do plano do eretor da espinha houve igualmente dispersão anterior, crânio-caudal e lateral. Discussão: Os bloqueios paravertebral torácico, do plano do serrátil anterior e do eretor da espinha poderão constituir uma alternativa válida nos casos de fratura ântero-lateral de costelas. O bloqueio do plano do eretor da espinha poderá ter ainda indicação no caso de fraturas de costelas na região posterior da parede torácica. Conclusão: Apesar de não ser possível extrapolar para o contexto clínico, se for considerada a dispersão do corante/contraste pelos vários nervos, nos estudos realizados, é possível inferir quais as alternativas ao bloqueio epidural torácico mais adequadas para controlo da dor na fratura de costelas, de acordo com a sua localização.