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Efeitos da quimioterapia na reserva ovárica e preservação do potencial reprodutivo feminino em contexto de quimioterapia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo das últimas décadas, a par do aumento do número de casos de neoplasias, nomeadamente em idade reprodutiva feminina, deparamo-nos tanto com o aumento das taxas de sobrevivência de doença oncológica, como com o avançar da idade materna, tornando mais provável a ocorrência de um diagnóstico de neoplasia previamente a um projeto reprodutivo. Sendo a quimioterapia frequentemente parte integrante do tratamento antineoplásico, este trabalho tem como primeiro objetivo sintetizar os efeitos desta terapêutica sobre a fertilidade feminina. Por outro lado, tendo em conta a preponderância da saúde reprodutiva enquanto motivo de satisfação na sobrevida pós-cancro, o segundo objetivo do trabalho é compreender as técnicas de preservação e proteção do potencial reprodutivo disponíveis presentemente para a doente oncológica, o estado atual de investigação e o panorama português no que concerne às práticas e desafios da oncofertilidade. Através de uma revisão bibliográfica, reconheceu-se o potencial efeito gonadotóxico da quimioterapia enquanto responsável por uma falência ovárica prematura e eventual infertilidade. Constatou-se também que a criopreservação de embriões e, sobretudo, de oócitos são as técnicas preferenciais de preservação da fertilidade feminina, ficando a criopreservação de tecido ovárico, ainda experimental, reservada para contraindicações ou raparigas pré-púberes. O potencial da cultura de folículos ováricos, de um ovário artificial e do isolamento de células estaminais está ainda em investigação. Por último, verificou-se que as práticas portuguesas de discussão e referenciação no que respeita a oncofertilidade são passíveis de ser otimizadas, discutindo-se estratégias em prol de tal.
Autores principais:Azevedo, Marta Estrela Pinheiro Ribeiro de
Assunto:Quimioterapia Falência ovárica prematura Preservação da fertilidade Oncofertilidade Obstetrícia
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Ao longo das últimas décadas, a par do aumento do número de casos de neoplasias, nomeadamente em idade reprodutiva feminina, deparamo-nos tanto com o aumento das taxas de sobrevivência de doença oncológica, como com o avançar da idade materna, tornando mais provável a ocorrência de um diagnóstico de neoplasia previamente a um projeto reprodutivo. Sendo a quimioterapia frequentemente parte integrante do tratamento antineoplásico, este trabalho tem como primeiro objetivo sintetizar os efeitos desta terapêutica sobre a fertilidade feminina. Por outro lado, tendo em conta a preponderância da saúde reprodutiva enquanto motivo de satisfação na sobrevida pós-cancro, o segundo objetivo do trabalho é compreender as técnicas de preservação e proteção do potencial reprodutivo disponíveis presentemente para a doente oncológica, o estado atual de investigação e o panorama português no que concerne às práticas e desafios da oncofertilidade. Através de uma revisão bibliográfica, reconheceu-se o potencial efeito gonadotóxico da quimioterapia enquanto responsável por uma falência ovárica prematura e eventual infertilidade. Constatou-se também que a criopreservação de embriões e, sobretudo, de oócitos são as técnicas preferenciais de preservação da fertilidade feminina, ficando a criopreservação de tecido ovárico, ainda experimental, reservada para contraindicações ou raparigas pré-púberes. O potencial da cultura de folículos ováricos, de um ovário artificial e do isolamento de células estaminais está ainda em investigação. Por último, verificou-se que as práticas portuguesas de discussão e referenciação no que respeita a oncofertilidade são passíveis de ser otimizadas, discutindo-se estratégias em prol de tal.