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Interrupção espontânea da gravidez, morte fetal e perda perinatal : luto e fatores protetores

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Resumo:Introdução: A perda da gravidez interrompe um processo criativo, acarretando consequências psicológicas. Objetivo: Examinar a presença e influência de fatores protetores na fase de luto subsequente a IEG tardia, morte fetal ou perda perinatal. Hipóteses: A satisfação conjugal e o apoio social desempenham um papel protetor durante o trabalho de luto subsequente à perda reprodutiva. Instrumentos: a) Escala de Luto Perinatal (Toedter et al., 1988), traduzida e adaptada para a língua Portuguesa para esta investigação; b) Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (Narciso & Costa, 1996); c) Escala de Satisfação com o Suporte Social (Pais-Ribeiro,1999). Participantes: Mulheres (N = 30) com história obstétrica de pelo menos uma perda gestacional ocorrida após 12 semanas de gravidez. As entrevistas foram conduzidas na Maternidade Dr. Alfredo da Costa (N = 17) e no contexto dos contatos sociais da investigadora (N = 13). As hipóteses foram testadas com análises de regressão linear. Resultados: As hipóteses não se confirmaram. No entanto, variáveis clínicas como o número de gravidezes e o número de mortes fetais mostraram contribuir negativamente para a explicação da variância da intensidade do processo de luto. Conclusão: A intervenção clínica no luto perinatal deve ter em conta a influência das variáveis agora identificadas, uma vez que podem traduzir uma incapacidade de envolvimento emocional em gestações futuras.
Autores principais:Mendonça, Catarina Sofia de Ávila
Assunto:Morte fetal Luto Apoio social Satisfação conjugal Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa

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