Publicação
As relações diplomáticas entre a Coreia do Sul e o Japão: o caso das ‘Mulheres de Conforto’ da Coreia
| Resumo: | O conceito de Direitos Humanos ganhou força lentamente, e foi apenas com o fim da Segunda Guerra Mundial e a criação da ONU, que conseguiu ser reconhecido pela comunidade internacional. Todavia, o processo da aceitação e aplicação dos Direitos Humanos nos casos reais sempre enfrentou dificuldades, devido, em parte, ao período em foram criados, mas principalmente devido à sua complexidade e à linha ténue que define aquilo que é ou não considerado um Direito a ser defendido, criando assim, diferentes vozes na decisão de quais as violações passadas que podem ser julgadas nos dias de hoje, como o caso das ‘Mulheres de conforto’. O presente trabalho de dissertação tem por objectivo, compreender, analisar e apresentar possíveis soluções para o caso das ‘Mulheres de Conforto’, que ocorreu no período da invasão japonesa à península da Coreia, a fim de perceber o motivo pelo qual as negociações sobre o caso das `Mulheres de Conforto’ são um fracasso diplomático e social para a República da Coreia e para o Japão, analisando de que forma esta questão afectou e pode continuar a afectar a relação diplomática e política de cada país. Em termos da diplomacia, a relação entre a Coreia do Sul e o Japão têm melhorado progressivamente, tendo existido um esforço para recuperar o espírito de vizinhança, colaborando na ideia de desenvolvimento conjunto do continente asiático. Todavia, devido à frequente mudança do governo e das políticas de cada país, têm existido sempre oscilações ou desentendimentos, no que diz respeito aos assuntos históricos. O governo actual do Japão, liderado por Abe Shinzo, não quer entrar mais uma vez em negociações com a Coreia do Sul, relativamente a este tema, enquanto do outro lado, o novo presidente da República da Coreia, Jae In Moon, não aceita o último acordo feito pela presidente destituída, Geun Hye Park, declarando que a decisão não teve em conta as opiniões das vítimas sobreviventes. Neste contexto, com esta dissertação pretende-se responder-se às questões: Em que direito reconhecido internacionalmente é possível basear-se, para reclamar as indemnizações por parte da Coreia? Quais são as responsabilidades que as vítimas sobreviventes pretendem que o governo japonês assuma? Quais são os próximos passos que cada governo pode optar a fim de chegar a um último consenso? |
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| Autores principais: | Nam, Sun Young |
| Assunto: | ‘Mulheres de Conforto’ Responsabilidade moral Direitos humanos Indemnização Reconhecimento oficial Nacionalismo e género ‘Comfort Women’ Moral responsibility Human Rights Compensation Official acknowledgement Nationalism and gender |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O conceito de Direitos Humanos ganhou força lentamente, e foi apenas com o fim da Segunda Guerra Mundial e a criação da ONU, que conseguiu ser reconhecido pela comunidade internacional. Todavia, o processo da aceitação e aplicação dos Direitos Humanos nos casos reais sempre enfrentou dificuldades, devido, em parte, ao período em foram criados, mas principalmente devido à sua complexidade e à linha ténue que define aquilo que é ou não considerado um Direito a ser defendido, criando assim, diferentes vozes na decisão de quais as violações passadas que podem ser julgadas nos dias de hoje, como o caso das ‘Mulheres de conforto’. O presente trabalho de dissertação tem por objectivo, compreender, analisar e apresentar possíveis soluções para o caso das ‘Mulheres de Conforto’, que ocorreu no período da invasão japonesa à península da Coreia, a fim de perceber o motivo pelo qual as negociações sobre o caso das `Mulheres de Conforto’ são um fracasso diplomático e social para a República da Coreia e para o Japão, analisando de que forma esta questão afectou e pode continuar a afectar a relação diplomática e política de cada país. Em termos da diplomacia, a relação entre a Coreia do Sul e o Japão têm melhorado progressivamente, tendo existido um esforço para recuperar o espírito de vizinhança, colaborando na ideia de desenvolvimento conjunto do continente asiático. Todavia, devido à frequente mudança do governo e das políticas de cada país, têm existido sempre oscilações ou desentendimentos, no que diz respeito aos assuntos históricos. O governo actual do Japão, liderado por Abe Shinzo, não quer entrar mais uma vez em negociações com a Coreia do Sul, relativamente a este tema, enquanto do outro lado, o novo presidente da República da Coreia, Jae In Moon, não aceita o último acordo feito pela presidente destituída, Geun Hye Park, declarando que a decisão não teve em conta as opiniões das vítimas sobreviventes. Neste contexto, com esta dissertação pretende-se responder-se às questões: Em que direito reconhecido internacionalmente é possível basear-se, para reclamar as indemnizações por parte da Coreia? Quais são as responsabilidades que as vítimas sobreviventes pretendem que o governo japonês assuma? Quais são os próximos passos que cada governo pode optar a fim de chegar a um último consenso? |
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