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Deor: uma proposta de tradução do inglês antigo para o português europeu

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Resumo:O presente trabalho está relacionado com a área da tradução, sendo a sua principal finalidade recuperar uma ínfima parte da tradição anglo-saxónica através da tradução de um texto que terá sido escrito no século IX e que, como muitos outros da mesma época, é de autor desconhecido: o poema “Deor”. O objectivo é fazê-lo do Inglês Antigo para o Português Europeu. Como este é um género de texto muito particular, antes de se proceder à tradução, considerou-se pertinente dar-se alguma atenção ao contexto no qual surge o poema. Se esta é a abordagem esperada no que diz respeito a qualquer obra a traduzir, quando se trata de uma língua quase esquecida e uma cultura e sociedade muito distantes do leitor moderno, ela torna-se praticamente quase obrigatória. Assim, são apresentados factos sobre os Anglo-saxões: a sua cultura, tradições, e aspectos de interesse na sua sociedade, dando especial relevo ao papel do bardo, figura central em “Deor”: de facto, no poema, ele é o centro de toda a narrativa e, simultaneamente, a personagem principal e o sujeito poético. Feito o enquadramento, que serve para contextualizar o texto, esta dissertação analisa os diferentes suportes em que o poema foi abordado, isto é, o manuscrito e algumas edições, no sentido de os descrever e como forma de ilustrar como influenciaram, ou não, a tradução proposta. Do manuscrito são descritas as suas características relevantes para o processo tradutório: o alfabeto, as letras capitulares e os espaçamentos entre determinadas palavras, por exemplo. As edições são também encaradas na mesma linha de abordagem, tendo-se, de seguida, recorrido a uma comparação dos dois tipos de suporte para, por no fim, assim, se ponderar quais as características que foram usadas na tradução. VII O último capítulo é sobre a tradução, os problemas encontrados e a forma como estes foram solucionados. Os problemas são tratados em quatro grupos: problemas relacionados com as ferramentas de trabalho, problemas relacionados com a língua de partida, eventuais questões de intraduzibilidade e, finalmente, problemas relacionados com o refrão do poema. Traduzir um texto em Inglês Antigo é moroso e, do ponto de vista económico, não é rentável para o tradutor. No entanto, para mim, este foi um processo muito gratificante; concluir-se uma tradução deste género é extremamente estimulante.
Autores principais:Brito, Andreia
Assunto:Poesia inglesa - séc.09 Língua inglesa - séc.09 Traduções portuguesas Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho está relacionado com a área da tradução, sendo a sua principal finalidade recuperar uma ínfima parte da tradição anglo-saxónica através da tradução de um texto que terá sido escrito no século IX e que, como muitos outros da mesma época, é de autor desconhecido: o poema “Deor”. O objectivo é fazê-lo do Inglês Antigo para o Português Europeu. Como este é um género de texto muito particular, antes de se proceder à tradução, considerou-se pertinente dar-se alguma atenção ao contexto no qual surge o poema. Se esta é a abordagem esperada no que diz respeito a qualquer obra a traduzir, quando se trata de uma língua quase esquecida e uma cultura e sociedade muito distantes do leitor moderno, ela torna-se praticamente quase obrigatória. Assim, são apresentados factos sobre os Anglo-saxões: a sua cultura, tradições, e aspectos de interesse na sua sociedade, dando especial relevo ao papel do bardo, figura central em “Deor”: de facto, no poema, ele é o centro de toda a narrativa e, simultaneamente, a personagem principal e o sujeito poético. Feito o enquadramento, que serve para contextualizar o texto, esta dissertação analisa os diferentes suportes em que o poema foi abordado, isto é, o manuscrito e algumas edições, no sentido de os descrever e como forma de ilustrar como influenciaram, ou não, a tradução proposta. Do manuscrito são descritas as suas características relevantes para o processo tradutório: o alfabeto, as letras capitulares e os espaçamentos entre determinadas palavras, por exemplo. As edições são também encaradas na mesma linha de abordagem, tendo-se, de seguida, recorrido a uma comparação dos dois tipos de suporte para, por no fim, assim, se ponderar quais as características que foram usadas na tradução. VII O último capítulo é sobre a tradução, os problemas encontrados e a forma como estes foram solucionados. Os problemas são tratados em quatro grupos: problemas relacionados com as ferramentas de trabalho, problemas relacionados com a língua de partida, eventuais questões de intraduzibilidade e, finalmente, problemas relacionados com o refrão do poema. Traduzir um texto em Inglês Antigo é moroso e, do ponto de vista económico, não é rentável para o tradutor. No entanto, para mim, este foi um processo muito gratificante; concluir-se uma tradução deste género é extremamente estimulante.