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Mononucleose infeciosa: etiologia, fisiopatologia, diagnóstico e abordagens terapêuticas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Mononucleose Infeciosa (MI), mais conhecida como a “doença do beijo”, é geralmente provocada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), um membro da sub-família gammaherpesviridae, que infeta, atualmente, cerca de 90% da população mundial, a maioria da qual não desenvolve sintomas. O EBV é transmitido através do contato íntimo com secreções orais de um indivíduo infetado. A MI deve ser suspeitada em adolescentes e jovens adultos que apresentem dor de garganta, amigdalite, linfoadenopatia cervical, febre, fadiga e mal-estar. Apesar da maioria dos casos de MI serem subclínicos ou necessitarem apenas de tratamento de suporte, por vezes as complicações que surgem desta doença podem pôr a vida em risco, chegando mesmo a provocar a morte. O período de incubação pode ir de 4 a 7 semanas. A MI aguda é marcada por um aumento da carga viral, tanto na cavidade oral como no sangue e é acompanhada pela produção de anticorpos anti-EBV. O diagnóstico é baseado na presença dos sintomas típicos da MI e num teste de anticorpos heterófilos positivo (monoteste). No entanto, os anticorpos heterófilos não são específicos e, por vezes, o doente nem os chega a desenvolver. Nesta situação, a pesquisa de anticorpos anti-EBV permite-nos confirmar o diagnóstico e saber o estágio da infeção. O tratamento sintomático inclui uma correta ingestão de líquidos, analgésicos, antipiréticos e repouso quando necessário. Não existe nenhum fármaco antiviral que trate a MI. O objetivo dos desenvolvimentos futuros prende-se com o desenvolvimento de uma vacina anti-EBV e o de um regime terapêutico adequado.
Autores principais:Martinho, Ana Marta Santos Dias
Assunto:Mononucleose infeciosa Vírus Epstein-Barr, Anticorpos heterófilos Antiviral Vacina Mestrado Integrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Mononucleose Infeciosa (MI), mais conhecida como a “doença do beijo”, é geralmente provocada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), um membro da sub-família gammaherpesviridae, que infeta, atualmente, cerca de 90% da população mundial, a maioria da qual não desenvolve sintomas. O EBV é transmitido através do contato íntimo com secreções orais de um indivíduo infetado. A MI deve ser suspeitada em adolescentes e jovens adultos que apresentem dor de garganta, amigdalite, linfoadenopatia cervical, febre, fadiga e mal-estar. Apesar da maioria dos casos de MI serem subclínicos ou necessitarem apenas de tratamento de suporte, por vezes as complicações que surgem desta doença podem pôr a vida em risco, chegando mesmo a provocar a morte. O período de incubação pode ir de 4 a 7 semanas. A MI aguda é marcada por um aumento da carga viral, tanto na cavidade oral como no sangue e é acompanhada pela produção de anticorpos anti-EBV. O diagnóstico é baseado na presença dos sintomas típicos da MI e num teste de anticorpos heterófilos positivo (monoteste). No entanto, os anticorpos heterófilos não são específicos e, por vezes, o doente nem os chega a desenvolver. Nesta situação, a pesquisa de anticorpos anti-EBV permite-nos confirmar o diagnóstico e saber o estágio da infeção. O tratamento sintomático inclui uma correta ingestão de líquidos, analgésicos, antipiréticos e repouso quando necessário. Não existe nenhum fármaco antiviral que trate a MI. O objetivo dos desenvolvimentos futuros prende-se com o desenvolvimento de uma vacina anti-EBV e o de um regime terapêutico adequado.