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O papel da doença de refluxo gastroesofágico em patologias do foro da otorrinolaringologia em idade pediátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O refluxo gastroesofágico designa a passagem intermitente e involuntária de conteúdo gástrico para o esófago. Caso este conteúdo alcance a laringe, a orofaringe ou a nasofaringe assume a designação de refluxo faringolaríngeo. Por sua vez, quando este refluxo leva ao desenvolvimento de manifestações clínicas e complicações com impacto na qualidade de vida estamos perante a Doença de Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Em idade pediátrica, esta patologia tem uma prevalência que varia entre 1,8 e 22%, sendo esta maior em lactentes do que em crianças de idades mais avançadas. A DRGE pode levar ao desenvolvimento de patologias do foro otorrinolaringológico e respiratório - 25 a 80% das crianças com problemas respiratórios crónicos apresentam DRGE, e cerca de 10% dos pacientes que recorrem a uma consulta de Otorrinolaringologia (ORL) apresentam sintomas e achados compatíveis com esta patologia. Assim, nesta revisão são apresentados resultados e conclusões de vários trabalhos de investigação que procuram estabelecer a relação e os possíveis mecanismos através dos quais a DRGE leva ao desenvolvimento de patologias da área da ORL, na população pediátrica. Com base nestes estudos, conclui-se que tem impacto na fisiopatologia da Otite Média com Derrame, Rinossinusite Crónica, Tosse Crónica, Disfonia e Estenose Subglótica. No entanto, a realização de ensaios clínicos em Pediatria nem sempre é um processo fácil, tendo em contas as implicações éticas subjacentes e a difícil colaboração das crianças na realização de certos procedimentos. Assim, a maioria dos estudos realizados nesta faixa etária envolveram amostras populacionais relativamente reduzidas, alguns com uma heterogeneidade nas metodologias utilizadas, pelo que poderão ser necessários mais estudos de modo a tornar as hipóteses já admitidas mais robustas e de forma a expandir o conhecimento do papel da DRGE em patologias ORL.
Autores principais:Araújo, Carlos António Mendes da Silva
Assunto:Doença de refluxo gastroesofágico Refluxo faringolaríngeo Idade pediátrica Otorrinolaringologia
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O refluxo gastroesofágico designa a passagem intermitente e involuntária de conteúdo gástrico para o esófago. Caso este conteúdo alcance a laringe, a orofaringe ou a nasofaringe assume a designação de refluxo faringolaríngeo. Por sua vez, quando este refluxo leva ao desenvolvimento de manifestações clínicas e complicações com impacto na qualidade de vida estamos perante a Doença de Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Em idade pediátrica, esta patologia tem uma prevalência que varia entre 1,8 e 22%, sendo esta maior em lactentes do que em crianças de idades mais avançadas. A DRGE pode levar ao desenvolvimento de patologias do foro otorrinolaringológico e respiratório - 25 a 80% das crianças com problemas respiratórios crónicos apresentam DRGE, e cerca de 10% dos pacientes que recorrem a uma consulta de Otorrinolaringologia (ORL) apresentam sintomas e achados compatíveis com esta patologia. Assim, nesta revisão são apresentados resultados e conclusões de vários trabalhos de investigação que procuram estabelecer a relação e os possíveis mecanismos através dos quais a DRGE leva ao desenvolvimento de patologias da área da ORL, na população pediátrica. Com base nestes estudos, conclui-se que tem impacto na fisiopatologia da Otite Média com Derrame, Rinossinusite Crónica, Tosse Crónica, Disfonia e Estenose Subglótica. No entanto, a realização de ensaios clínicos em Pediatria nem sempre é um processo fácil, tendo em contas as implicações éticas subjacentes e a difícil colaboração das crianças na realização de certos procedimentos. Assim, a maioria dos estudos realizados nesta faixa etária envolveram amostras populacionais relativamente reduzidas, alguns com uma heterogeneidade nas metodologias utilizadas, pelo que poderão ser necessários mais estudos de modo a tornar as hipóteses já admitidas mais robustas e de forma a expandir o conhecimento do papel da DRGE em patologias ORL.