Publicação
Terapêutica com bisfosfonatos e a colocação de implantes: revisão da literatura
| Resumo: | Introdução: Atualmente, existe um número crescente de pacientes sob terapêutica com Bisfosfonatos (BFF) que requerem cirurgia de implantes para a sua reabilitação oral. Os BFF são análogos sintéticos do pirofosfato inorgânico que atingem diretamente o osso, aumentando a massa óssea. A sua administração pode ser oral ou intravenosa sendo que, nestes últimos não são recomendados procedimentos cirúrgicos invasivos. Os principais riscos que advém desta associação são a perda do implante e osteonecrose maxilar associada aos BFF. Objectivos: Responder às seguintes questões: Um paciente a efetuar terapêutica com BFF orais ou intravenosos poderá submeter-se a uma cirurgia de implante? Quais são os riscos que acarretam tal procedimento? A osteointegração pode ser influenciada pela toma de BFF? Materiais e Métodos: No âmbito desta revisão da literatura, foi efectuada uma pesquisa de artigos científicos com recurso às bases de dados Pubmed e Cochrane. Resultados: De acordo com a revisão de literatura efectuada, as taxas de sucesso implantar são bastante altas. Estudos realizados em animais demonstram uma melhoria na osteointegração quando se utilizam BFF orais. Comparando o risco de desenvolvimento de ONMAB este é superior com a terapêutica intravenosa e quando se encontra associada ao uso de corticosteróides. Conclusão: A colocação de implantes em pacientes a realizar BFF IV é contra indicada, ao contrário do que sucede com os BFF orais. Sendo que esta intervenção é considerada segura neste último caso. A realização do teste-CTX e a drug holiday podem ser consideradas no pré-operatório. A toma de BFF orais não influencia a taxa de sobrevivência dos implantes, estes osteointegram e são, funcionalmente, estáveis. |
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| Autores principais: | Louraço, Ana Maria Capela |
| Assunto: | Implantes dentários Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Atualmente, existe um número crescente de pacientes sob terapêutica com Bisfosfonatos (BFF) que requerem cirurgia de implantes para a sua reabilitação oral. Os BFF são análogos sintéticos do pirofosfato inorgânico que atingem diretamente o osso, aumentando a massa óssea. A sua administração pode ser oral ou intravenosa sendo que, nestes últimos não são recomendados procedimentos cirúrgicos invasivos. Os principais riscos que advém desta associação são a perda do implante e osteonecrose maxilar associada aos BFF. Objectivos: Responder às seguintes questões: Um paciente a efetuar terapêutica com BFF orais ou intravenosos poderá submeter-se a uma cirurgia de implante? Quais são os riscos que acarretam tal procedimento? A osteointegração pode ser influenciada pela toma de BFF? Materiais e Métodos: No âmbito desta revisão da literatura, foi efectuada uma pesquisa de artigos científicos com recurso às bases de dados Pubmed e Cochrane. Resultados: De acordo com a revisão de literatura efectuada, as taxas de sucesso implantar são bastante altas. Estudos realizados em animais demonstram uma melhoria na osteointegração quando se utilizam BFF orais. Comparando o risco de desenvolvimento de ONMAB este é superior com a terapêutica intravenosa e quando se encontra associada ao uso de corticosteróides. Conclusão: A colocação de implantes em pacientes a realizar BFF IV é contra indicada, ao contrário do que sucede com os BFF orais. Sendo que esta intervenção é considerada segura neste último caso. A realização do teste-CTX e a drug holiday podem ser consideradas no pré-operatório. A toma de BFF orais não influencia a taxa de sobrevivência dos implantes, estes osteointegram e são, funcionalmente, estáveis. |
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