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DNA tumoral circulante - o seu papel no cancro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As doenças oncológicas apresentam-se como um dos grandes desafios da era moderna e o aumento da sua prevalência é muitas das vezes associado à melhoria da qualidade de vida e ao aumento do tempo médio de vida do Homem. A falta de soluções permanentes para esta patologia, deve-se principalmente à complexidade dos mecanismos neoplásicos e à capacidade da neoplasia em adaptar-se à terapêutica aplicada, criando resistência à mesma. O desenvolvimento das terapias antineoplásicas nos últimos anos centrou-se principalmente na área das terapias de precisão, as quais apesar de já terem apresentado alguns resultados positivos no tratamento oncológico, necessitam ainda de desenvolvimento tanto ao nível da sua eficácia, como do critério de diagnóstico molecular que justifica a utilização das mesmas. Atualmente as biópsias tecidulares são as técnicas de diagnóstico molecular gold-standart em oncologia, no entanto, dado o conhecimento na área da genética atual, representam uma estratégia claramente insuficiente para responder às necessidades da mesma, devido principalmente a dependerem de técnicas extremamente invasivas e que podem representar um risco para a saúde do doente oncológico. Em alternativa a esta, existe uma técnica chamada biópsia líquida que permite o estudo do DNA diretamente derivado de células tumorais, nos fluidos circulantes. Esta nova técnica, parece ter o potencial de vir a resolver a grande maioria das limitações que as biópsias tecidulares enfrentam atualmente, porque utiliza uma matriz que pode ser trabalhada através de processos muito pouco invasivos e como o seu objeto de estudo pode ser diretamente associado a todas as células oncológicas presentes no organismo, permite uma caracterização molecular tumoral muito completa. Nesta monografia irá ser abordado o DNA tumoral circulante, a possibilidade de este desempenhar um papel no desenvolvimento neoplásico e o seu potencial como biomarcador oncológico principalmente ao nível do diagnóstico, prognóstico e como uma ferramenta de avaliação da eficácia e monitorização da terapêutica antineoplásica. Para além disso irá ser referido as estratégias de deteção do mesmo, as suas limitações e desafios futuros.
Autores principais:Martins, Tomás Eduardo Lopes
Assunto:Cancro ctDNA DNA Biomarcador Biópsia líquida Mestrado integrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As doenças oncológicas apresentam-se como um dos grandes desafios da era moderna e o aumento da sua prevalência é muitas das vezes associado à melhoria da qualidade de vida e ao aumento do tempo médio de vida do Homem. A falta de soluções permanentes para esta patologia, deve-se principalmente à complexidade dos mecanismos neoplásicos e à capacidade da neoplasia em adaptar-se à terapêutica aplicada, criando resistência à mesma. O desenvolvimento das terapias antineoplásicas nos últimos anos centrou-se principalmente na área das terapias de precisão, as quais apesar de já terem apresentado alguns resultados positivos no tratamento oncológico, necessitam ainda de desenvolvimento tanto ao nível da sua eficácia, como do critério de diagnóstico molecular que justifica a utilização das mesmas. Atualmente as biópsias tecidulares são as técnicas de diagnóstico molecular gold-standart em oncologia, no entanto, dado o conhecimento na área da genética atual, representam uma estratégia claramente insuficiente para responder às necessidades da mesma, devido principalmente a dependerem de técnicas extremamente invasivas e que podem representar um risco para a saúde do doente oncológico. Em alternativa a esta, existe uma técnica chamada biópsia líquida que permite o estudo do DNA diretamente derivado de células tumorais, nos fluidos circulantes. Esta nova técnica, parece ter o potencial de vir a resolver a grande maioria das limitações que as biópsias tecidulares enfrentam atualmente, porque utiliza uma matriz que pode ser trabalhada através de processos muito pouco invasivos e como o seu objeto de estudo pode ser diretamente associado a todas as células oncológicas presentes no organismo, permite uma caracterização molecular tumoral muito completa. Nesta monografia irá ser abordado o DNA tumoral circulante, a possibilidade de este desempenhar um papel no desenvolvimento neoplásico e o seu potencial como biomarcador oncológico principalmente ao nível do diagnóstico, prognóstico e como uma ferramenta de avaliação da eficácia e monitorização da terapêutica antineoplásica. Para além disso irá ser referido as estratégias de deteção do mesmo, as suas limitações e desafios futuros.