Publicação
Estudo ultrassonográfico do corpo lúteo e da sua relação com a gestação e mortalidade embrio-fetal em vacas Frísias Holstein
| Resumo: | Vários estudos verificaram que o tamanho folicular influencia as dimensões do corpo lúteo (CL) subsequente. Por sua vez, quanto maior for a quantidade de tecido lúteo, maior a sua capacidade de síntese de progesterona (P4). Esta hormona é responsável pela preparação do ambiente uterino para o desenvolvimento embrionário e para a manutenção da gestação. Assim, no presente ensaio experimental foi estudada a possível relação entre a área do CL e a sua evolução, logo após a IA, durante os períodos mais críticos da manutenção do CL, com a gestação e com a mortalidade embrio-fetal. Foi igualmente estudada uma possível relação entre a área do folículo pré-ovulatório (FPO), a área do CL subsequente e a ocorrência de gestação. O objetivo final era a deteção, através da mensuração ecográfica do CL, de gestações de risco. Fizeram parte do estudo 69 vacas da raça Frísia Holstein, em lactação, que responderam ao protocolo de Ovsynch para inseminação a tempo fixo (IATF). Foram realizados exames ultrassonográficos aos FPO (dia anterior à IATF) e aos CL subsequentes (dias 7, 14, 19, 35, 42 e 63 após IATF). O diagnóstico de gestação (DG) foi efetuado nos dias 35, 42 e 63 após a IA. Procedeu-se ao estudo da relação da área do FPO, área do CL e gestação considerando a paridade e o número de ovulações da fêmea. Nas vacas com ovulação simples, verificou-se que a área do CL no dia 14 foi maior em vacas gestantes que em não gestantes ao DG no dia 35 após IATF (p = 0,009), mas o mesmo não se confirmou ao dia 19. Observou-se, também, nas vacas com ovulação dupla bilateral, uma maior área do FPO em fêmeas gestantes que em vazias no dia 35 após IATF (p = 0,043). Não foram encontrados resultados estatisticamente significativos em relação ao DG nos dias 42 e 63. No presente estudo não foi possível chegar a qualquer conclusão definitiva sobre o recurso à avaliação ultrassonográfica da área do CL como forma de previsão da ocorrência de mortalidade embrio-fetal por subfunção lútea, muito possivelmente em virtude do número reduzido da amostra estudada. |
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| Autores principais: | Reis, Carlota Luísa Duarte Silva da Cunha |
| Assunto: | Corpo lúteo folículo pré-ovulatório gestação mortalidade embrio-fetal ultrassonografia vacas leiteiras Corpus luteum pre-ovulatory follicle pregnancy embryo-fetal mortality ultrasound dairy cows |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Vários estudos verificaram que o tamanho folicular influencia as dimensões do corpo lúteo (CL) subsequente. Por sua vez, quanto maior for a quantidade de tecido lúteo, maior a sua capacidade de síntese de progesterona (P4). Esta hormona é responsável pela preparação do ambiente uterino para o desenvolvimento embrionário e para a manutenção da gestação. Assim, no presente ensaio experimental foi estudada a possível relação entre a área do CL e a sua evolução, logo após a IA, durante os períodos mais críticos da manutenção do CL, com a gestação e com a mortalidade embrio-fetal. Foi igualmente estudada uma possível relação entre a área do folículo pré-ovulatório (FPO), a área do CL subsequente e a ocorrência de gestação. O objetivo final era a deteção, através da mensuração ecográfica do CL, de gestações de risco. Fizeram parte do estudo 69 vacas da raça Frísia Holstein, em lactação, que responderam ao protocolo de Ovsynch para inseminação a tempo fixo (IATF). Foram realizados exames ultrassonográficos aos FPO (dia anterior à IATF) e aos CL subsequentes (dias 7, 14, 19, 35, 42 e 63 após IATF). O diagnóstico de gestação (DG) foi efetuado nos dias 35, 42 e 63 após a IA. Procedeu-se ao estudo da relação da área do FPO, área do CL e gestação considerando a paridade e o número de ovulações da fêmea. Nas vacas com ovulação simples, verificou-se que a área do CL no dia 14 foi maior em vacas gestantes que em não gestantes ao DG no dia 35 após IATF (p = 0,009), mas o mesmo não se confirmou ao dia 19. Observou-se, também, nas vacas com ovulação dupla bilateral, uma maior área do FPO em fêmeas gestantes que em vazias no dia 35 após IATF (p = 0,043). Não foram encontrados resultados estatisticamente significativos em relação ao DG nos dias 42 e 63. No presente estudo não foi possível chegar a qualquer conclusão definitiva sobre o recurso à avaliação ultrassonográfica da área do CL como forma de previsão da ocorrência de mortalidade embrio-fetal por subfunção lútea, muito possivelmente em virtude do número reduzido da amostra estudada. |
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