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A infeção pós-natal por CMV no bebé prematuro : o papel do leite materno e sua prevenção

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A infeção por citomegalovírus (CMV) é frequente e na maioria dos casos benigna e autolimitada. Contudo, se a infeção for adquirida no período intrauterino pode condicionar sequelas significativas, nomeadamente neurossensoriais. Analogamente, no grande prematuro, existe evidência crescente de que a infeção pós-natal por CMV pode condicionar sequelas relevantes num sistema neurossensorial ainda em maturação. A transmissão pós-natal é feita essencialmente por contacto com fluidos corporais contaminados, sendo o leite materno uma fonte de transmissão particularmente importante neste grupo etário. Neste trabalho realiza-se uma breve revisão narrativa acerca da infeção pós-natal por CMV, com especial enfoque no recém-nascido prematuro. Pretende-se ainda avaliar o papel do leite materno na transmissão viral e os métodos de eliminação do vírus nesse produto biológico, comparando as práticas internacionais de países com dados publicados sobre o tema, com a realidade portuguesa, através da auscultação junto das Unidades de Neonatologia com Cuidados Intensivos Neonatais de quais as orientações que seguem. Por ser uma infeção especialmente prevalente e potencialmente grave no grande prematuro, é de particular importância que se reflita e equacione o estabelecimento de um programa formal de tratamento do leite materno, como estratégia de prevenção da infeção pós-natal nos recém-nascidos prematuros, sem prejuízo das vantagens imunológicas e nutricionais.
Autores principais:Conceição, Carolina Graça Franco da
Assunto:Citomegalovírus Infeção pós-natal Leite materno Pasteurização Bancos de leite humano Pediatria
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A infeção por citomegalovírus (CMV) é frequente e na maioria dos casos benigna e autolimitada. Contudo, se a infeção for adquirida no período intrauterino pode condicionar sequelas significativas, nomeadamente neurossensoriais. Analogamente, no grande prematuro, existe evidência crescente de que a infeção pós-natal por CMV pode condicionar sequelas relevantes num sistema neurossensorial ainda em maturação. A transmissão pós-natal é feita essencialmente por contacto com fluidos corporais contaminados, sendo o leite materno uma fonte de transmissão particularmente importante neste grupo etário. Neste trabalho realiza-se uma breve revisão narrativa acerca da infeção pós-natal por CMV, com especial enfoque no recém-nascido prematuro. Pretende-se ainda avaliar o papel do leite materno na transmissão viral e os métodos de eliminação do vírus nesse produto biológico, comparando as práticas internacionais de países com dados publicados sobre o tema, com a realidade portuguesa, através da auscultação junto das Unidades de Neonatologia com Cuidados Intensivos Neonatais de quais as orientações que seguem. Por ser uma infeção especialmente prevalente e potencialmente grave no grande prematuro, é de particular importância que se reflita e equacione o estabelecimento de um programa formal de tratamento do leite materno, como estratégia de prevenção da infeção pós-natal nos recém-nascidos prematuros, sem prejuízo das vantagens imunológicas e nutricionais.