Publicação
Abordagem a carcinomas orofaríngeos relacionados com o HPV
| Resumo: | Historicamente, o carcinoma orofaríngeo tem sido associado ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool, no entanto, durante as ultimas décadas ocorreu uma mudança de paradigma. Apesar da diminuição destes fatores de risco, a incidência de carcinomas orofaríngeos aumentou, tendo-se comprovado o papel do HPV como importante fator etiológico. Tumores associados a este vírus têm um perfil biológico e clínico diferenciado, associado a um prognóstico significativamente melhor e, por esta razão, devem ser abordados como uma entidade distinta, em contraste com os não associados ao HPV. Em 2017, a AJCC publicou a 8ª edição do manual de estadiamento do cancro, onde é publicada oficialmente a diferenciação entre carcinomas orofaríngeos p16- positivos (relacionados com o HPV) e p16-negativos. Porém, a abordagem terapêutica permanece igual à utilizada para carcinomas HPV-negativos. Apesar do melhor prognóstico, a morbilidade associada à terapêutica atualmente utilizada é uma preocupação na qualidade de vida destes doentes. Assim, vários estudos encontram-se em curso com o objetivo de provar que é seguro fazer desintensificação da terapêutica. Por fim, deve ser reforçada a importância de fazer um seguimento personalizado do doente e da utilização de medidas preventivas, como a vacina profilática, no combate a esta infeção. |
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| Autores principais: | Seixo, Maria Inês Cartaxo Correia do |
| Assunto: | Virus do papiloma humano Papillomaviridae Carcinoma orofaríngeo Desintensificação terapêutica Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Historicamente, o carcinoma orofaríngeo tem sido associado ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool, no entanto, durante as ultimas décadas ocorreu uma mudança de paradigma. Apesar da diminuição destes fatores de risco, a incidência de carcinomas orofaríngeos aumentou, tendo-se comprovado o papel do HPV como importante fator etiológico. Tumores associados a este vírus têm um perfil biológico e clínico diferenciado, associado a um prognóstico significativamente melhor e, por esta razão, devem ser abordados como uma entidade distinta, em contraste com os não associados ao HPV. Em 2017, a AJCC publicou a 8ª edição do manual de estadiamento do cancro, onde é publicada oficialmente a diferenciação entre carcinomas orofaríngeos p16- positivos (relacionados com o HPV) e p16-negativos. Porém, a abordagem terapêutica permanece igual à utilizada para carcinomas HPV-negativos. Apesar do melhor prognóstico, a morbilidade associada à terapêutica atualmente utilizada é uma preocupação na qualidade de vida destes doentes. Assim, vários estudos encontram-se em curso com o objetivo de provar que é seguro fazer desintensificação da terapêutica. Por fim, deve ser reforçada a importância de fazer um seguimento personalizado do doente e da utilização de medidas preventivas, como a vacina profilática, no combate a esta infeção. |
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