Publicação
The role of bacterial D-Lactate in recovering gut homeostasis during metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD)
| Resumo: | A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (do inglês, MASLD) é uma condição prevalente, para a qual existem poucos tratamentos eficazes. A manipulação do microbioma intestinal tem se revelado uma abordagem promissora para regular o eixo intestino-fígado. Espécies da família Lactobacillaceae têm demonstrado potencial na atenuação da gravidade da MASLD em parte devido à produção de D-lactato, um metabolito derivado do microbioma intestinal. Este estudo investiga se Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, através da produção de D-lactato, pode melhorar a homeostase intestinal e proteger contra a MASLD. Ratinhos C57BL/6J foram divididos em seis grupos (n=6) e alimentados com dieta controlo (CD) ou dieta rica em gordura e frutose (HFHFD) durante 20 semanas. D-lactato (1 mM) ou Limosilactobacillus reuteri (107 CFU/mL) foram suplementados através da água. O peso corporal foi monitorizado semanalmente. A permeabilidade intestinal foi determinada através do método FITC. Após sacrifício, os tecidos do fígado, íleo e ceco foram analisados. Os efeitos de L. reuteri foram também avaliados num modelo in vitro da microbiota do íleo. Os resultados revelaram que o D-lactato reduziu significativamente o aumento de peso e a esteatose hepática induzidos pela HFHFD, além de possivelmente diminuir a permeabilidade intestinal. O D-lactato aumentou a expressão de genes relacionados com a integridade das junções celulares, a regulação inflamatória e a oxidação de ácidos gordos nos peroxissomas, ao mesmo tempo que reduziu a necessidade de defesas antioxidantes. Adicionalmente, melhorou o transporte de ácidos biliares, sugerindo uma modulação das interações entre o intestino e o fígado. Por outro lado, L. reuteri contrariou algumas das alterações na expressão genética induzidas pela HFHFD, no entanto não afetou o ganho de peso ou a esteatose hepática, sugerindo que o D-lactato pode oferecer maiores benefícios terapêuticos ao longo de 20 semanas. Em condições de controlo, tanto o D-lactato como L. reuteri influenciaram a diversidade do microbioma intestinal, porém o impacto da HFHFD sobrepôs estes efeitos. As alterações na expressão genética foram mais pronunciadas no íleo do que no ceco. In vitro, L. reuteri aumentou a presença de Bifidobacterium, um probiótico associado à saúde intestinal e hepática. Em conclusão, o D-lactato replicou muitos dos benefícios observados com L. reuteri, melhorando a integridade da barreira intestinal, a resposta imunitária e a oxidação de ácidos gordos. Estes resultados destacam o seu potencial terapêutico na MASLD, especialmente no que diz respeito à melhoria da função intestinal. |
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| Autores principais: | Duarte, Raquel Sofia São Pedro |
| Assunto: | D-lactate Intestinal homeostasis Limosilactobacillus reuteri MASLD Teses de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (do inglês, MASLD) é uma condição prevalente, para a qual existem poucos tratamentos eficazes. A manipulação do microbioma intestinal tem se revelado uma abordagem promissora para regular o eixo intestino-fígado. Espécies da família Lactobacillaceae têm demonstrado potencial na atenuação da gravidade da MASLD em parte devido à produção de D-lactato, um metabolito derivado do microbioma intestinal. Este estudo investiga se Limosilactobacillus reuteri DSM 17938, através da produção de D-lactato, pode melhorar a homeostase intestinal e proteger contra a MASLD. Ratinhos C57BL/6J foram divididos em seis grupos (n=6) e alimentados com dieta controlo (CD) ou dieta rica em gordura e frutose (HFHFD) durante 20 semanas. D-lactato (1 mM) ou Limosilactobacillus reuteri (107 CFU/mL) foram suplementados através da água. O peso corporal foi monitorizado semanalmente. A permeabilidade intestinal foi determinada através do método FITC. Após sacrifício, os tecidos do fígado, íleo e ceco foram analisados. Os efeitos de L. reuteri foram também avaliados num modelo in vitro da microbiota do íleo. Os resultados revelaram que o D-lactato reduziu significativamente o aumento de peso e a esteatose hepática induzidos pela HFHFD, além de possivelmente diminuir a permeabilidade intestinal. O D-lactato aumentou a expressão de genes relacionados com a integridade das junções celulares, a regulação inflamatória e a oxidação de ácidos gordos nos peroxissomas, ao mesmo tempo que reduziu a necessidade de defesas antioxidantes. Adicionalmente, melhorou o transporte de ácidos biliares, sugerindo uma modulação das interações entre o intestino e o fígado. Por outro lado, L. reuteri contrariou algumas das alterações na expressão genética induzidas pela HFHFD, no entanto não afetou o ganho de peso ou a esteatose hepática, sugerindo que o D-lactato pode oferecer maiores benefícios terapêuticos ao longo de 20 semanas. Em condições de controlo, tanto o D-lactato como L. reuteri influenciaram a diversidade do microbioma intestinal, porém o impacto da HFHFD sobrepôs estes efeitos. As alterações na expressão genética foram mais pronunciadas no íleo do que no ceco. In vitro, L. reuteri aumentou a presença de Bifidobacterium, um probiótico associado à saúde intestinal e hepática. Em conclusão, o D-lactato replicou muitos dos benefícios observados com L. reuteri, melhorando a integridade da barreira intestinal, a resposta imunitária e a oxidação de ácidos gordos. Estes resultados destacam o seu potencial terapêutico na MASLD, especialmente no que diz respeito à melhoria da função intestinal. |
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