Publicação
Relação terapêutica e intervenção à distância : um estudo sobre a perceção de psicólogos clínicos
| Resumo: | A situação pandémica presente desde o final de 2019, e as consequentes restrições de contacto social levaram a uma adaptação por parte dos psicólogos clínicos, no sentido de assegurar a continuidade dos acompanhamentos e processos psicoterapêuticos. Contudo, ainda pouco se sabe se as relações terapêuticas construídas ou mantidas à distância são tão promissoras para os resultados da intervenção, como acontece na via presencial e de que forma as mesmas são experienciadas pelos intervenientes. Este estudo, de natureza qualitativa, explora a perspetiva dos psicólogos clínicos sobre a intervenção à distância, mais especificamente, a relação terapêutica, com o foco principal nas semelhanças e diferenças entre a via presencial e à distância. Foram aplicadas entrevistas semiestruturas a 11 psicólogos clínicos, de orientações teóricas variadas e com o minino de três anos de experiência, tendo sido feito uma análise temática com recurso ao software QSR Nvivo 12. Surgiram quatro domínios: (1) características comuns à relação terapêutica presencial; (2) diferenças face à relação terapêutica presencial; (3) fatores de insucesso e (4) fatores de sucesso. Os resultados mostraram que os fatores da relação terapêutica presentes na intervenção à distância são semelhantes ao que acontece na via presencial, tal como a escuta ativa, a confidencialidade, o compromisso e a confiança. Por outro lado, as principais diferenças assentam no setting ser fisicamente diferente, que leva à falta de contacto físico, menos acesso à comunicação não-verbal e menos controlo por parte do terapeuta das condições do cliente para a consulta, como é exemplo a privacidade. O estabelecimento da relação terapêutica online também foi descrito como diferente. São apresentadas algumas limitações e propostas de estudos futuros. |
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| Autores principais: | Justino, Ana Rita Machado |
| Assunto: | Relação terapêutica Intervenção psicológica Psicólogos clínicos Tecnologias digitais Dissertações de mestrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A situação pandémica presente desde o final de 2019, e as consequentes restrições de contacto social levaram a uma adaptação por parte dos psicólogos clínicos, no sentido de assegurar a continuidade dos acompanhamentos e processos psicoterapêuticos. Contudo, ainda pouco se sabe se as relações terapêuticas construídas ou mantidas à distância são tão promissoras para os resultados da intervenção, como acontece na via presencial e de que forma as mesmas são experienciadas pelos intervenientes. Este estudo, de natureza qualitativa, explora a perspetiva dos psicólogos clínicos sobre a intervenção à distância, mais especificamente, a relação terapêutica, com o foco principal nas semelhanças e diferenças entre a via presencial e à distância. Foram aplicadas entrevistas semiestruturas a 11 psicólogos clínicos, de orientações teóricas variadas e com o minino de três anos de experiência, tendo sido feito uma análise temática com recurso ao software QSR Nvivo 12. Surgiram quatro domínios: (1) características comuns à relação terapêutica presencial; (2) diferenças face à relação terapêutica presencial; (3) fatores de insucesso e (4) fatores de sucesso. Os resultados mostraram que os fatores da relação terapêutica presentes na intervenção à distância são semelhantes ao que acontece na via presencial, tal como a escuta ativa, a confidencialidade, o compromisso e a confiança. Por outro lado, as principais diferenças assentam no setting ser fisicamente diferente, que leva à falta de contacto físico, menos acesso à comunicação não-verbal e menos controlo por parte do terapeuta das condições do cliente para a consulta, como é exemplo a privacidade. O estabelecimento da relação terapêutica online também foi descrito como diferente. São apresentadas algumas limitações e propostas de estudos futuros. |
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