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Avaliação epidemiológica, clínica e laboratorial de doentes infetados por Vírus da Imunodeficiência Humana tipo 2 na consulta de imunodepressão do Hospital de Santa Maria

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivos: Caracterizar indivíduos infetados por VIH-2 (seguidos na Consulta de Imunodepressão do Hospital de Santa Maria) e avaliar a sua evolução clínica e imunológica. Definir a existência de diferentes grupos de progressão clínica. Métodos: Registo retrospetivo de dados demográficos, epidemiológicos, clínicos, imunológicos e de seguimento de indivíduos infetados por VIH-2. Resultados: Incluíram-se 137 indivíduos, a maioria (70,8%) do género feminino e natural da Guiné-Bissau (52,6%). O seguimento estendeu-se entre 12 e 295 meses, apresentando o género feminino menor mortalidade e melhor follow-up. Registou-se uma mediana de 471 células/μL no diagnóstico, sendo este valor superior no género feminino. Verificou-se descida mediana de 99 células/μL entre o início de seguimento e a última avaliação ou início de terapêutica antirretroviral. Após início de terapêutica há uma subida mediana de 131,7 células/μL, com o género feminino a iniciar e terminar terapêutica com valores mais elevados. Cerca de um terço dos doentes (28,5%) desenvolveu, pelo menos, uma doença definidora de SIDA. A maioria (57,7-74,5%) pode ser considerada como progressors e de 14,1 a 32,9% como long term non-progressors. Conclusão: A infeção por VIH-2 tem repercussão imunológica, ainda que esta pareça ser menor e com evolução mais arrastada comparativamente a VIH-1. O género feminino apresenta ter melhores parâmetros clínicos e de prognóstico.
Autores principais:Domingos, João Pedro Martins
Assunto:Síndrome de imunodeficiência adquirida HIV-2 Epidemiologia
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objetivos: Caracterizar indivíduos infetados por VIH-2 (seguidos na Consulta de Imunodepressão do Hospital de Santa Maria) e avaliar a sua evolução clínica e imunológica. Definir a existência de diferentes grupos de progressão clínica. Métodos: Registo retrospetivo de dados demográficos, epidemiológicos, clínicos, imunológicos e de seguimento de indivíduos infetados por VIH-2. Resultados: Incluíram-se 137 indivíduos, a maioria (70,8%) do género feminino e natural da Guiné-Bissau (52,6%). O seguimento estendeu-se entre 12 e 295 meses, apresentando o género feminino menor mortalidade e melhor follow-up. Registou-se uma mediana de 471 células/μL no diagnóstico, sendo este valor superior no género feminino. Verificou-se descida mediana de 99 células/μL entre o início de seguimento e a última avaliação ou início de terapêutica antirretroviral. Após início de terapêutica há uma subida mediana de 131,7 células/μL, com o género feminino a iniciar e terminar terapêutica com valores mais elevados. Cerca de um terço dos doentes (28,5%) desenvolveu, pelo menos, uma doença definidora de SIDA. A maioria (57,7-74,5%) pode ser considerada como progressors e de 14,1 a 32,9% como long term non-progressors. Conclusão: A infeção por VIH-2 tem repercussão imunológica, ainda que esta pareça ser menor e com evolução mais arrastada comparativamente a VIH-1. O género feminino apresenta ter melhores parâmetros clínicos e de prognóstico.