Publicação
Não ser mãe em Portugal: significados, experiências e impactos da decisão
| Resumo: | Um número crescente de mulheres tem optado por não ter filhos, desafiando o tradicionalismo que associa a feminilidade exclusivamente à maternidade. Esta pesquisa investigou as experiências, significados e impactos da não-maternidade entre as mulheres portuguesas sem filhos por opção, analisando suas implicações nos âmbitos individual, social e familiar. Para tanto, baseia-se numa abordagem qualitativa que empregou a entrevista semiestruturada como instrumento de coleta de dados. Foram entrevistadas 10 mulheres com idades entre os 24 e 56 anos, residentes em centros urbanos em Portugal e voluntariamente não-mães, revelando que a escolha foi influenciada por percepções de sobrecarga materna, perda de autonomia e desigualdade de gênero. A análise de conteúdo revelou que, apesar das variações geracionais e contextuais, as entrevistadas compartilham a percepção de que a não-maternidade é muitas vezes encarada como uma opção estigmatizada pela sociedade, e que as mulheres que tomam esta opção são vistas como egoístas ou “fora da norma”. No entanto, ressaltam a não-maternidade como uma escolha legítima e que traz sentimentos de realização, liberdade e maturidade. A decisão de não ter filhos é multifacetada e complexa, e muitas vezes a ambivalência faz parte desse processo. A análise revelou que a maternidade como única definição da feminilidade não abrange a diversidade das experiências femininas contemporâneas. |
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| Autores principais: | Bochi, Ariane |
| Assunto: | não-maternidade maternidade identidade feminina mulheres sem filhos non-motherhood motherhood female identity childfree women |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Um número crescente de mulheres tem optado por não ter filhos, desafiando o tradicionalismo que associa a feminilidade exclusivamente à maternidade. Esta pesquisa investigou as experiências, significados e impactos da não-maternidade entre as mulheres portuguesas sem filhos por opção, analisando suas implicações nos âmbitos individual, social e familiar. Para tanto, baseia-se numa abordagem qualitativa que empregou a entrevista semiestruturada como instrumento de coleta de dados. Foram entrevistadas 10 mulheres com idades entre os 24 e 56 anos, residentes em centros urbanos em Portugal e voluntariamente não-mães, revelando que a escolha foi influenciada por percepções de sobrecarga materna, perda de autonomia e desigualdade de gênero. A análise de conteúdo revelou que, apesar das variações geracionais e contextuais, as entrevistadas compartilham a percepção de que a não-maternidade é muitas vezes encarada como uma opção estigmatizada pela sociedade, e que as mulheres que tomam esta opção são vistas como egoístas ou “fora da norma”. No entanto, ressaltam a não-maternidade como uma escolha legítima e que traz sentimentos de realização, liberdade e maturidade. A decisão de não ter filhos é multifacetada e complexa, e muitas vezes a ambivalência faz parte desse processo. A análise revelou que a maternidade como única definição da feminilidade não abrange a diversidade das experiências femininas contemporâneas. |
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