Publicação
Melanossomas e tráfego de vesículas na pigmentação da pele e cabelo: estratégias no controlo da pigmentação
| Resumo: | A nossa imagem assume um papel fundamental na forma como somos percepcionados, constituindo a primeira impressão que causamos nos outros. Neste contexto, o aspeto da pele e do cabelo faz parte da identidade de cada um e influencia a autoestima, tendo por isso um grande impacto social. A unidade melano-epidérmica está presente na pele e consiste num complexo funcional de melanócitos e queratinócitos que, em associação, são responsáveis pela sua pigmentação. No interior dos melanócitos existem organelos específicos destas células denominados melanossomas, onde se dá a síntese e o armazenamento do pigmento biológico do ser humano – a melanina. Após a sua maturação, os melanossomas são transportados dos melanócitos para os queratinócitos, onde os grânulos de melanina vão formar um “escudo” protetor junto do núcleo celular, impedindo que agressões externas (como a radiação ultravioleta) atinjam o núcleo e provoquem danos no DNA. Consequentemente, a presença de melanina nos queratinócitos provoca também a pigmentação dos tecidos. Todas estas etapas necessárias à pigmentação dos tecidos necessitam da intervenção de diversos agentes autócrinos e parácrinos com a capacidade de regular os acontecimentos em resposta a estímulos externos ou internos. Estes moduladores são muitas vezes selecionados como alvos terapêuticos para combater algumas anomalias do processo. Apesar da síntese de melanina se processar de forma semelhante na pele e no cabelo, os sistemas melanogénicos epidérmicos e foliculares apresentam algumas diferenças. Esta monografia aborda várias etapas do processo de pigmentação da pele e do cabelo, bem como a forma como estas são reguladas por alguns fatores. As alterações da pigmentação da pele e do cabelo no Homem, quer fisiológicas, quer patológicas serão ainda revistas nesta monografia, incluindo as que poderão estar relacionadas com a toma de certos medicamentos. |
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| Autores principais: | Sousa, Catarina Alexandra Alcobaça |
| Assunto: | Melanogénese Melanossomas Pigmentação Regulação Envelhecimento Mestrado integrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A nossa imagem assume um papel fundamental na forma como somos percepcionados, constituindo a primeira impressão que causamos nos outros. Neste contexto, o aspeto da pele e do cabelo faz parte da identidade de cada um e influencia a autoestima, tendo por isso um grande impacto social. A unidade melano-epidérmica está presente na pele e consiste num complexo funcional de melanócitos e queratinócitos que, em associação, são responsáveis pela sua pigmentação. No interior dos melanócitos existem organelos específicos destas células denominados melanossomas, onde se dá a síntese e o armazenamento do pigmento biológico do ser humano – a melanina. Após a sua maturação, os melanossomas são transportados dos melanócitos para os queratinócitos, onde os grânulos de melanina vão formar um “escudo” protetor junto do núcleo celular, impedindo que agressões externas (como a radiação ultravioleta) atinjam o núcleo e provoquem danos no DNA. Consequentemente, a presença de melanina nos queratinócitos provoca também a pigmentação dos tecidos. Todas estas etapas necessárias à pigmentação dos tecidos necessitam da intervenção de diversos agentes autócrinos e parácrinos com a capacidade de regular os acontecimentos em resposta a estímulos externos ou internos. Estes moduladores são muitas vezes selecionados como alvos terapêuticos para combater algumas anomalias do processo. Apesar da síntese de melanina se processar de forma semelhante na pele e no cabelo, os sistemas melanogénicos epidérmicos e foliculares apresentam algumas diferenças. Esta monografia aborda várias etapas do processo de pigmentação da pele e do cabelo, bem como a forma como estas são reguladas por alguns fatores. As alterações da pigmentação da pele e do cabelo no Homem, quer fisiológicas, quer patológicas serão ainda revistas nesta monografia, incluindo as que poderão estar relacionadas com a toma de certos medicamentos. |
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