| Resumo: | Este estudo teve como finalidade averiguar se a utilização de Actividades Experimentais de carácter investigativo, desenhadas à luz da taxonomia proposta por Ennis, pode constituir uma metodologia adequada, em contexto natural de sala de aula, para o desenvolvimento de capacidades de pensamento crítico nos alunos do 3.º ano de escolaridade, quando são abordados conteúdos do Estudo do Meio. Para esta investigação usou-se um modelo quasi-experimental com pré-teste e pós-teste, usando-se como fonte de dados os registos da observação das aulas experimentais e uma entrevista à docente do grupo experimental. A amostra deste estudo foi constituída por 55 alunos, dos quais 21 alunos formaram o grupo experimental e 34 alunos formaram o grupo de controlo. A investigação desenvolveu-se em cinco etapas. Na primeira etapa foram seleccionados os conteúdos a abordar e desenhados os Guiões para o professor e para os alunos. Na segunda etapa, todos os alunos foram submetidos ao Teste de Pensamento Crítico de Cornell (Nível X), com o objectivo de medir os valores do nível e aspectos de pensamento crítico. Na terceira etapa, decorreu a implementação do programa de intervenção com os alunos do grupo experimental, enquanto no grupo de controlo os mesmos conteúdos eram abordados conforme a metodologia habitualmente utilizada pelos professores deste ano de escolaridade. Na quarta etapa administrou-se de novo o mesmo teste de pensamento crítico com a intenção de detectar a evolução do nível e aspectos de pensamento crítico dos alunos da amostra e, por fim, na quinta etapa foi feita uma entrevista à docente do grupo experimental com o objectivo de avaliar do impacto do programa de intervenção sobre as aprendizagens de conteúdos, mobilização por parte dos alunos de capacidades de pensamento crítico em outras áreas curriculares, além da motivação gerada com a implementação do programa de intervenção para eventual desenvolvimento em práticas futuras. Os resultados obtidos apontam no sentido de que as actividades experimentais de carácter investigativo, desenhadas à luz da taxonomia de Ennis, permitem desenvolver o nível de pensamento crítico dos alunos, assim como alguns aspectos de pensamento crítico, revelando-se eficaz como estratégia a utilizar com os alunos em contexto de sala de aula. |