Publicação
Wearables and non-invasive HF monitoring : fluid status measurements to earlier exacerbation prediction and management
| Resumo: | Introdução: Hospitalizações são um problema recorrente em doentes com Insuficiência Cardíaca. Devem ser seguidos no período pós-alta de um internamento, para verificar a existência de sintomas e a necessidade de mudança da dose da terapêutica. Existem dispositivos implantáveis com grande evidência de serem capazes de detetar a congestão pulmonar que resulta da exacerbação da IC, contudo, poucos pacientes são candidatos para os receber, sendo ainda muito dispendiosos. (Adamson et al., 2017; Alotaibi et al., 2020; Thakker et al., 2022). Seria uma grande ajuda no seguimento, ou mesmo em projetos de telemonitorização, haver medições não invasivas do fluid status que conseguissem detetar o início de uma descompensação. A bioimpedância é um método seguro e rápido de medir a resistência à passagem de correntes elétricas, permitindo estimar a congestão pulmonar. Métodos: Pesquisa seguindo as guidelines PRISMA, utilizando as bases de dados PubMed e Scopus, que resultou 6 estudos – 3 observacionais e 3 experimentais. Foram usadas as escalas RoB-2, ROBINS-I e PROBAST para avaliar o risco de viés dos estudos. Resultados: Os estudos observacionais, que utilizam dispositivos portáteis, obtiveram uma alta sensibilidade (85%) e modesta especificidade (54%), sendo esta última melhorada se à monitorização for adicionada outros parâmetros vitais (70%). Os estudos experimentais, com dispositivos portáteis ou visitas regulares a clínicas de cardiologia, mostraram uma redução das rehospitalizações em cerca de 72%. Conclusão: Os estudos mostraram resultados muito positivos em conseguir antecipar e reduzir as hospitalizações. Recomenda-se a criação de mais ensaios clínicos randomizados de forma a haver uma evidência robusta da sua capacidade. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Luís Miguel Magalhães Abreu |
| Assunto: | Insuficiência cardíaca Monitorização Wearables Fluid status Bioimpedância Cardiologia |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Hospitalizações são um problema recorrente em doentes com Insuficiência Cardíaca. Devem ser seguidos no período pós-alta de um internamento, para verificar a existência de sintomas e a necessidade de mudança da dose da terapêutica. Existem dispositivos implantáveis com grande evidência de serem capazes de detetar a congestão pulmonar que resulta da exacerbação da IC, contudo, poucos pacientes são candidatos para os receber, sendo ainda muito dispendiosos. (Adamson et al., 2017; Alotaibi et al., 2020; Thakker et al., 2022). Seria uma grande ajuda no seguimento, ou mesmo em projetos de telemonitorização, haver medições não invasivas do fluid status que conseguissem detetar o início de uma descompensação. A bioimpedância é um método seguro e rápido de medir a resistência à passagem de correntes elétricas, permitindo estimar a congestão pulmonar. Métodos: Pesquisa seguindo as guidelines PRISMA, utilizando as bases de dados PubMed e Scopus, que resultou 6 estudos – 3 observacionais e 3 experimentais. Foram usadas as escalas RoB-2, ROBINS-I e PROBAST para avaliar o risco de viés dos estudos. Resultados: Os estudos observacionais, que utilizam dispositivos portáteis, obtiveram uma alta sensibilidade (85%) e modesta especificidade (54%), sendo esta última melhorada se à monitorização for adicionada outros parâmetros vitais (70%). Os estudos experimentais, com dispositivos portáteis ou visitas regulares a clínicas de cardiologia, mostraram uma redução das rehospitalizações em cerca de 72%. Conclusão: Os estudos mostraram resultados muito positivos em conseguir antecipar e reduzir as hospitalizações. Recomenda-se a criação de mais ensaios clínicos randomizados de forma a haver uma evidência robusta da sua capacidade. |
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