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Estudo da capacidade de polimerização de compósitos bulk-fill

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Resumo:Objetivo: Avaliar a influência do método de fotopolimerização na profundidade de polimerização de compósitos bulk-fill utilizando três métodos diferentes. Materiais e Métodos: Foram testados 5 compósitos bulk-fill - Admira Fusion x-base, Admira Fusion x-tra, x-tra base, x-tra fill e Viscalor bulk. Após o preenchimento do molde, foi aplicada radiação luminosa (600 mW/cm2; 1200mW/cm2) numa das extremidades do espécime (topo). Foram criados 10 grupos experimentais de acordo com as combinações possíveis entre os compósitos e o método de polimerização. A profundidade de polimerização foi analisada pela norma ISO-4049, comparação estatística da microdureza da profundidade com o topo e rácio de microdureza. Foram criados 20 espécimes (n=2), através da utilização de um molde de aço inoxidável, para determinar a profundidade de polimerização pela norma ISO-4049. O material não polimerizado foi removido e a profundidade de polimerização foi determinada pelo comprimento do cilindro remanescente. Para determinar a profundidade de polimerização pelos outros dois métodos, foram preparados 50 espécimes utilizando um molde de teflon (n=5) e a microdureza Knoop foi determinada no topo e na superfície lateral do espécime a 1, 2, 3, 4 e 5 mm de profundidade. Com um rácio de microdureza (profundidade/topo) inferior a 0,8 a polimerização foi considerada inadequada. Os resultados foram analisados com Kruskal- Wallis, Mann-Whitney e Friedman, testes estatísticos não paramétricos (alfa=0,05). Resultados: Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) entre a microdureza do topo dos compósitos testados, e esta propriedade não é estatisticamente influenciada (p=0,299) pelo método de polimerização. A profundidade de polimerização variou entre 3,5 mm e 4,5 mm (ISO-4049), 3,0 e 5,0 mm (comparação estatística entre a microdureza da profundidade e do topo), e entre 1,0 e 4,0 mm (rácio de microdureza). Conclusão: Considerando os três métodos utilizados, apenas os compósitos x-tra base e Viscalor bulk, polimerizados com 1200 mW/cm2 durante 20 segundos, apresentaram uma polimerização adequada na profundidade de 4 mm.
Autores principais:Semião, Cláudia Isabel Paulo
Assunto:Saúde Oral Teses de mestrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objetivo: Avaliar a influência do método de fotopolimerização na profundidade de polimerização de compósitos bulk-fill utilizando três métodos diferentes. Materiais e Métodos: Foram testados 5 compósitos bulk-fill - Admira Fusion x-base, Admira Fusion x-tra, x-tra base, x-tra fill e Viscalor bulk. Após o preenchimento do molde, foi aplicada radiação luminosa (600 mW/cm2; 1200mW/cm2) numa das extremidades do espécime (topo). Foram criados 10 grupos experimentais de acordo com as combinações possíveis entre os compósitos e o método de polimerização. A profundidade de polimerização foi analisada pela norma ISO-4049, comparação estatística da microdureza da profundidade com o topo e rácio de microdureza. Foram criados 20 espécimes (n=2), através da utilização de um molde de aço inoxidável, para determinar a profundidade de polimerização pela norma ISO-4049. O material não polimerizado foi removido e a profundidade de polimerização foi determinada pelo comprimento do cilindro remanescente. Para determinar a profundidade de polimerização pelos outros dois métodos, foram preparados 50 espécimes utilizando um molde de teflon (n=5) e a microdureza Knoop foi determinada no topo e na superfície lateral do espécime a 1, 2, 3, 4 e 5 mm de profundidade. Com um rácio de microdureza (profundidade/topo) inferior a 0,8 a polimerização foi considerada inadequada. Os resultados foram analisados com Kruskal- Wallis, Mann-Whitney e Friedman, testes estatísticos não paramétricos (alfa=0,05). Resultados: Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) entre a microdureza do topo dos compósitos testados, e esta propriedade não é estatisticamente influenciada (p=0,299) pelo método de polimerização. A profundidade de polimerização variou entre 3,5 mm e 4,5 mm (ISO-4049), 3,0 e 5,0 mm (comparação estatística entre a microdureza da profundidade e do topo), e entre 1,0 e 4,0 mm (rácio de microdureza). Conclusão: Considerando os três métodos utilizados, apenas os compósitos x-tra base e Viscalor bulk, polimerizados com 1200 mW/cm2 durante 20 segundos, apresentaram uma polimerização adequada na profundidade de 4 mm.