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Percepção do risco e implementação de uma cultura de segurança: construindo comunidades educativas resilientes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Muitos estudos de distribuição espacial dos riscos têm recentemente colocado ênfase nas áreas de elevada concentração populacional ou em localizações inadequadas de actividades humanas com a preocupação de apoiar o ordenamento do território no que respeita aos processos de avaliação, comunicação e gestão dos riscos. Outros, mais raramente, encaram a percepção do risco como determinante na avaliação e integração dos riscos nos quotidianos da população e, como tal, fundamental para que os processos de decisão na implementação de acções preventivas e mitigadoras destinadas a incrementar os níveis de segurança se tornem mais transparentes, democráticos e eficazes. As percepções individuais dos riscos, profundamente enraizadas nas emoções pessoais e no contexto social, devem ser também consideradas, conjuntamente com as características físicas e humanas dos territórios do seu quotidiano. Uma abordagem integrada destas dimensões constitui uma concepção pertinente na eficácia das estratégias de sensibilização, apreensão, comunicação, gestão e mitigação dos riscos. Actualmente, os modelos de prevenção e de resposta aos desastres incorporam a ideia de resiliência, conceito que nas Ciências Sociais caracteriza os indivíduos e as comunidades que, apesar de estarem expostas a situações e ambientes adversos e hostis, conseguem resistir e ultrapassar as dificuldades experienciadas nessas situações. Em contexto escolar, o factor decisivo para uma resposta adequada à emergência encontra-se na preparação e prevenção antecipadas. Contudo, para que exista uma cultura de segurança na Comunidade Educativa é necessário que a população envolvida sinta uma efectiva preocupação com a sua própria segurança, promovendo de forma activa e consciente as medidas de autoprotecção, convertendo-se assim no primeiro agente de protecção civil, não só na escola, como também nos mais diversos contextos, contribuindo assim para que esta se torne resiliente. Esta dissertação centra-se nos factores que intervêm e condicionam a percepção e o comportamento aos riscos por parte dos diferentes elementos que constituem a Comunidade Educativa da Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa. A realização de entrevistas e de um inquérito estruturados em torno de temas considerados pertinentes, permitiu a análise das práticas e representações da Comunidade Educativa face a um conjunto diversificado de riscos. Procurou-se conhecer como a sua percepção pode ser importante para determinar a definição de medidas eficazes de sensibilização, gestão, mitigação e resiliência aos riscos, nomeadamente de incêndio e de sismo no espaço escolar, de modo a que a Comunidade Educativa responda de forma efectiva a um acontecimento perigoso. Contribuir para aumentar a segurança, salvar vidas, identificar áreas que necessitem de reforço, minimizar os danos patrimoniais e recuperar física e psicologicamente no mais curto espaço de tempo possível, são os objectivos da dissertação para potenciais aplicações de políticas de prevenção e socorro em estabelecimentos escolares.
Autores principais:Machado, André Bruno Marques Luís Martins, 1960-
Assunto:Percepção do risco Gestão do risco Segurança humana Resiliência (Psicológica) Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Muitos estudos de distribuição espacial dos riscos têm recentemente colocado ênfase nas áreas de elevada concentração populacional ou em localizações inadequadas de actividades humanas com a preocupação de apoiar o ordenamento do território no que respeita aos processos de avaliação, comunicação e gestão dos riscos. Outros, mais raramente, encaram a percepção do risco como determinante na avaliação e integração dos riscos nos quotidianos da população e, como tal, fundamental para que os processos de decisão na implementação de acções preventivas e mitigadoras destinadas a incrementar os níveis de segurança se tornem mais transparentes, democráticos e eficazes. As percepções individuais dos riscos, profundamente enraizadas nas emoções pessoais e no contexto social, devem ser também consideradas, conjuntamente com as características físicas e humanas dos territórios do seu quotidiano. Uma abordagem integrada destas dimensões constitui uma concepção pertinente na eficácia das estratégias de sensibilização, apreensão, comunicação, gestão e mitigação dos riscos. Actualmente, os modelos de prevenção e de resposta aos desastres incorporam a ideia de resiliência, conceito que nas Ciências Sociais caracteriza os indivíduos e as comunidades que, apesar de estarem expostas a situações e ambientes adversos e hostis, conseguem resistir e ultrapassar as dificuldades experienciadas nessas situações. Em contexto escolar, o factor decisivo para uma resposta adequada à emergência encontra-se na preparação e prevenção antecipadas. Contudo, para que exista uma cultura de segurança na Comunidade Educativa é necessário que a população envolvida sinta uma efectiva preocupação com a sua própria segurança, promovendo de forma activa e consciente as medidas de autoprotecção, convertendo-se assim no primeiro agente de protecção civil, não só na escola, como também nos mais diversos contextos, contribuindo assim para que esta se torne resiliente. Esta dissertação centra-se nos factores que intervêm e condicionam a percepção e o comportamento aos riscos por parte dos diferentes elementos que constituem a Comunidade Educativa da Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa. A realização de entrevistas e de um inquérito estruturados em torno de temas considerados pertinentes, permitiu a análise das práticas e representações da Comunidade Educativa face a um conjunto diversificado de riscos. Procurou-se conhecer como a sua percepção pode ser importante para determinar a definição de medidas eficazes de sensibilização, gestão, mitigação e resiliência aos riscos, nomeadamente de incêndio e de sismo no espaço escolar, de modo a que a Comunidade Educativa responda de forma efectiva a um acontecimento perigoso. Contribuir para aumentar a segurança, salvar vidas, identificar áreas que necessitem de reforço, minimizar os danos patrimoniais e recuperar física e psicologicamente no mais curto espaço de tempo possível, são os objectivos da dissertação para potenciais aplicações de políticas de prevenção e socorro em estabelecimentos escolares.