Publicação
Fatores de pressão externos e internos no planeamento orçamental da Força Aérea Portuguesa
| Resumo: | Desde 2011, a Força Aérea Portuguesa (FAP) tem vindo a sofrer cortes orçamentais que se traduziram essencialmente na redução continuada das suas capacidades operacionais e manutenção de infraestruturas. A capacidade de assegurar missões de natureza militar encontra-se, assim, cada vez mais afetada e com custos de recuperação, afetos à formação e qualificação de pilotos e de regeneração dos sistemas de armas, cada vez mais elevados. Este trabalho analisa vários fatores de pressão externos e internos que influenciam o Planeamento Orçamental da Força Aérea Portuguesa (POFAP) e estuda a possível relação que têm com o orçamento da FAP, entre o período de 2006 a 2016. Procura-se assim encontrar um padrão dentro das várias métricas analisadas, as quais ajudem a compreender possíveis variações futuras nas dotações orçamentais atribuídas ao Programa da Defesa e, mais especificamente, à Força Aérea. São definidos três níveis de análise: um nível macroeconómico, outro dentro da Defesa Nacional e, um último, ao nível organizacional da FAP. Para o cruzamento e tratamento estatístico de dados são utilizados gráficos, correlações e análise de clusters. Conclui-se que a FAP, entre o período de 2006 e 2016, conta com um menor efetivo, menos aeronaves, menor capacidade para executar missões e maior número de tripulações sem as qualificações necessárias. Tudo isto deriva de menores recursos humanos, financeiros e materiais. Não faz sentido assim continuar a insistir numa estrutura organizacional levada ao limite, baseada em soluções de curto prazo que visam meramente melhorias de eficiência. |
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| Autores principais: | Correia, Ricardo Alexandre Clemente Pires Lopes |
| Assunto: | Força Aérea Portuguesa Planeamento Orçamental Fatores de Pressão Externos e Internos Teto Orçamental Portuguese Air Force Budgetary Planning External and Internal Pressure Factors Budget Top Line |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Desde 2011, a Força Aérea Portuguesa (FAP) tem vindo a sofrer cortes orçamentais que se traduziram essencialmente na redução continuada das suas capacidades operacionais e manutenção de infraestruturas. A capacidade de assegurar missões de natureza militar encontra-se, assim, cada vez mais afetada e com custos de recuperação, afetos à formação e qualificação de pilotos e de regeneração dos sistemas de armas, cada vez mais elevados. Este trabalho analisa vários fatores de pressão externos e internos que influenciam o Planeamento Orçamental da Força Aérea Portuguesa (POFAP) e estuda a possível relação que têm com o orçamento da FAP, entre o período de 2006 a 2016. Procura-se assim encontrar um padrão dentro das várias métricas analisadas, as quais ajudem a compreender possíveis variações futuras nas dotações orçamentais atribuídas ao Programa da Defesa e, mais especificamente, à Força Aérea. São definidos três níveis de análise: um nível macroeconómico, outro dentro da Defesa Nacional e, um último, ao nível organizacional da FAP. Para o cruzamento e tratamento estatístico de dados são utilizados gráficos, correlações e análise de clusters. Conclui-se que a FAP, entre o período de 2006 e 2016, conta com um menor efetivo, menos aeronaves, menor capacidade para executar missões e maior número de tripulações sem as qualificações necessárias. Tudo isto deriva de menores recursos humanos, financeiros e materiais. Não faz sentido assim continuar a insistir numa estrutura organizacional levada ao limite, baseada em soluções de curto prazo que visam meramente melhorias de eficiência. |
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