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Vinculação da criança/adolescente e perceção de bem-estar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo aborda a auto perceção de crianças e adolescentes sobre a vinculação e o bem-estar (considerando o afeto – positivo/negativo - e a satisfação com a vida). Tem como objetivos, analisar a relação da vinculação com o bem-estar, e do afeto com a satisfação com a vida, e averiguar se ocorrem variações nas dimensões em estudo em função de variáveis da/do criança/adolescente (sexo e idade) e do contexto escolar (escolaridade e aproveitamento). A amostra era constituída por 84 participantes, 58 (69%) raparigas, com idades dos 8 aos 17 anos (M=14.3 anos; DP=2.17). Foram utilizados três instrumentos: Inventário sobre a Vinculação para a Infância e Adolescência, Questionário de Afetividade Positiva e Negativa para Crianças e Adolescentes, Escala de Satisfação com a Vida para Estudantes, e ainda um questionário para recolha de informação sociodemográfica e escolar. Os resultados indicaram uma relação da vinculação segura com o afeto positivo e negativo (positiva e negativa, respetivamente), e deste com a vinculação ansiosa/ambivalente (positiva). A vinculação segura associou-se ainda positivamente com a satisfação com a vida, associando-se a insegura negativamente. O afeto e a satisfação também se associaram de forma significativa. As raparigas reportaram níveis mais altos de vinculação evitante e de afeto negativo, e os rapazes de satisfação com a vida, não existindo diferenças com base na idade (8-12 vs. 13-18 anos). As crianças e os adolescentes com um aproveitamento suficiente (vs. bom ou muito bom) referiram níveis mais baixos de afeto positivo, de satisfação com a vida e de vinculação segura (resultados apenas tendenciais nos dois últimos casos). Os resultados contribuem para aumentar o conhecimento sobre a relação da vinculação com o bem-estar, em crianças/adolescentes, a partir da sua própria perspetiva, e sugerem a relevância destas dimensões para o aproveitamento escolar, indicando ainda que o bem-estar pode ter características diferenciais nos rapazes e raparigas.
Autores principais:Amaral, Susana Fidalgo
Assunto:Vinculação Afectos Satisfação com a vida Crianças Adolescentes Teses de mestrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo aborda a auto perceção de crianças e adolescentes sobre a vinculação e o bem-estar (considerando o afeto – positivo/negativo - e a satisfação com a vida). Tem como objetivos, analisar a relação da vinculação com o bem-estar, e do afeto com a satisfação com a vida, e averiguar se ocorrem variações nas dimensões em estudo em função de variáveis da/do criança/adolescente (sexo e idade) e do contexto escolar (escolaridade e aproveitamento). A amostra era constituída por 84 participantes, 58 (69%) raparigas, com idades dos 8 aos 17 anos (M=14.3 anos; DP=2.17). Foram utilizados três instrumentos: Inventário sobre a Vinculação para a Infância e Adolescência, Questionário de Afetividade Positiva e Negativa para Crianças e Adolescentes, Escala de Satisfação com a Vida para Estudantes, e ainda um questionário para recolha de informação sociodemográfica e escolar. Os resultados indicaram uma relação da vinculação segura com o afeto positivo e negativo (positiva e negativa, respetivamente), e deste com a vinculação ansiosa/ambivalente (positiva). A vinculação segura associou-se ainda positivamente com a satisfação com a vida, associando-se a insegura negativamente. O afeto e a satisfação também se associaram de forma significativa. As raparigas reportaram níveis mais altos de vinculação evitante e de afeto negativo, e os rapazes de satisfação com a vida, não existindo diferenças com base na idade (8-12 vs. 13-18 anos). As crianças e os adolescentes com um aproveitamento suficiente (vs. bom ou muito bom) referiram níveis mais baixos de afeto positivo, de satisfação com a vida e de vinculação segura (resultados apenas tendenciais nos dois últimos casos). Os resultados contribuem para aumentar o conhecimento sobre a relação da vinculação com o bem-estar, em crianças/adolescentes, a partir da sua própria perspetiva, e sugerem a relevância destas dimensões para o aproveitamento escolar, indicando ainda que o bem-estar pode ter características diferenciais nos rapazes e raparigas.