Publicação
Antibioterapia inalada em doentes com fibrose quística infetados com pseudomonas aeruginosa
| Resumo: | Contexto: A fibrose quística (FQ), associada a mutações no gene CFTR, condiciona graves alterações no aparelho respiratório responsáveis pela colonização microbiológica persistente das vias aéreas destes doentes. Entre as quais, a Pseudomonas aeruginosa (PSAE) tem um papel de destaque pela sua difícil erradicação e mau prognóstico. Existem 4 antibióticos inalados anti-PSAE e neste trabalho foi comparada a eficácia de 2 esquemas terapêuticos (monoantibioterapia e antibioterapia dupla) na erradicação e na terapêutica supressora crónica dos doentes considerados elegíveis para o estudo. Métodos: Os dados foram colhidos a partir das notas de seguimento dos processos clínicos dos doentes elegíveis. Seguidamente foram registados e analisados estatisticamente. Resultados: 21 doentes foram considerados elegíveis, 7 doentes do sexo feminino e 14 do sexo masculino com média de 35,14 e 30,29 anos respetivamente. A estes doentes foi instituída a terapêutica de erradicação e verificou-se que 4 doentes erradicaram a infeção, 1 em regime de monoantibioterapia e 3 em regime de antibioterapia dupla. Aos 17 doentes que não erradicaram PSAE foi instituída terapia supressora crónica e estes foram seguidos durante 12 a 18 meses. Demonstrou-se melhores outcomes naqueles sob monoantibioterapia do que quando sob antibioterapia dupla no que respeita à ΔFEV1 (+1,61 vs. -4,6), ΔIMC (+0,85 vs. +0,41), exacerbações com necessidade de internamento (0 vs. 1) e infeções fúngicas concomitantes (3 doentes vs. 5 doentes), respetivamente. Conclusões: Apesar da antibioterapia dupla conferir um esquema mais agressivo no combate contra PSAE, os resultados obtidos podem ter sido devidos a outros fatores, potenciais causadores de viés, tais como um valor inicial mais baixo de FEV1, um maior número de doentes com insuficiência pancreática exócrina e maior colonização por outros agentes no grupo sob antibioterapia dupla. Adicionalmente, o facto de a amostra ser relativamente pequena pode ter influenciado os resultados obtidos pelo que se sugere estudos com uma amostra maior. |
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| Autores principais: | Bizarro, Rita Isabel Cebolais |
| Assunto: | Fibrose quística Pseudomonas aeruginosa Antibioterapia Pneumologia |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Contexto: A fibrose quística (FQ), associada a mutações no gene CFTR, condiciona graves alterações no aparelho respiratório responsáveis pela colonização microbiológica persistente das vias aéreas destes doentes. Entre as quais, a Pseudomonas aeruginosa (PSAE) tem um papel de destaque pela sua difícil erradicação e mau prognóstico. Existem 4 antibióticos inalados anti-PSAE e neste trabalho foi comparada a eficácia de 2 esquemas terapêuticos (monoantibioterapia e antibioterapia dupla) na erradicação e na terapêutica supressora crónica dos doentes considerados elegíveis para o estudo. Métodos: Os dados foram colhidos a partir das notas de seguimento dos processos clínicos dos doentes elegíveis. Seguidamente foram registados e analisados estatisticamente. Resultados: 21 doentes foram considerados elegíveis, 7 doentes do sexo feminino e 14 do sexo masculino com média de 35,14 e 30,29 anos respetivamente. A estes doentes foi instituída a terapêutica de erradicação e verificou-se que 4 doentes erradicaram a infeção, 1 em regime de monoantibioterapia e 3 em regime de antibioterapia dupla. Aos 17 doentes que não erradicaram PSAE foi instituída terapia supressora crónica e estes foram seguidos durante 12 a 18 meses. Demonstrou-se melhores outcomes naqueles sob monoantibioterapia do que quando sob antibioterapia dupla no que respeita à ΔFEV1 (+1,61 vs. -4,6), ΔIMC (+0,85 vs. +0,41), exacerbações com necessidade de internamento (0 vs. 1) e infeções fúngicas concomitantes (3 doentes vs. 5 doentes), respetivamente. Conclusões: Apesar da antibioterapia dupla conferir um esquema mais agressivo no combate contra PSAE, os resultados obtidos podem ter sido devidos a outros fatores, potenciais causadores de viés, tais como um valor inicial mais baixo de FEV1, um maior número de doentes com insuficiência pancreática exócrina e maior colonização por outros agentes no grupo sob antibioterapia dupla. Adicionalmente, o facto de a amostra ser relativamente pequena pode ter influenciado os resultados obtidos pelo que se sugere estudos com uma amostra maior. |
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