Publicação
Comportamento sedentário na população idosa : determinantes e consequências psicossociais
| Resumo: | O objetivo geral desta dissertação foi identificar e compreender os determinantes psicossociais do comportamento sedentário dos idosos. Além disso, também se objetivou identificar e compreender as consequências do comportamento sedentário no bem-estar psicossocial da população idosa. Através de um estudo de revisão sistemática de literatura foi concluído que a associação entre o comportamento sedentário dos idosos e os diversos indicadores psicossociais analisados (bem-estar e qualidade de vida, stress percebido, satisfação com a vida, funções cognitivas, sintomatologia depressiva) ainda não são consistentes, sendo necessário mais investigação (estudo 1). Posteriormente, através de um estudo empírico interpretativo, foi demonstrado que as diferentes dimensões do comportamento sedentário (o tipo de comportamento sedentário, a interrupção do comportamento sedentário, o volume de tempo ininterrupto sentado e a frequência com que os idosos realizam o comportamento sedentário) podem ter influência para a promoção ou para a detioração do bem-estar psicossocial dos idosos com baixos níveis de atividade física; além disso, foi, também, identificado que o comportamento sedentário permite a perceção de melhoria e de manutenção de funções cognitivas, a perceção de estados afetivos positivos e interação social percebida. Por outro lado, o comportamento sedentário também contribui para a perceção da diminuição de relações sociais e para perceção de sintomas de fadiga mental (estudo 2). Relativamente aos determinantes psicossociais do comportamento sedentário, foram realizados dois estudos interpretativos (estudo 3 e estudo 4). O estudo 3 permitiu concluir que o comportamento sedentário dos idosos pode ser determinado através dos seguintes fatores: hábito, comportamentos de saúde compensatórios, representação positiva dos comportamentos sedentários, e o suporte social. Já no estudo 4, os resultados mostraram que os idosos podem evitar sentimentos de culpa acerca do tempo que passam sentados, ativando as crenças de saúde compensatórias. Essas crenças podem contribuir para o excesso de comportamento sedentário diário dos idosos que praticam regularmente exercício físico. Os resultados dos estudos realizados permitem apresentar um modelo empírico acerca dos determinantes e das consequências psicossociais do comportamento sedentário dos idosos. A importância deste modelo é discutida em relação às suas implicações práticas e teóricas, bem como em relação a sugestões de aprofundamento. |
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| Autores principais: | Ramalho, André Leonardo Gonçalves |
| Assunto: | Envelhecimento Indicadores psicossociais Investigação qualitativa Preditores psicossociais Sedentarismo |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O objetivo geral desta dissertação foi identificar e compreender os determinantes psicossociais do comportamento sedentário dos idosos. Além disso, também se objetivou identificar e compreender as consequências do comportamento sedentário no bem-estar psicossocial da população idosa. Através de um estudo de revisão sistemática de literatura foi concluído que a associação entre o comportamento sedentário dos idosos e os diversos indicadores psicossociais analisados (bem-estar e qualidade de vida, stress percebido, satisfação com a vida, funções cognitivas, sintomatologia depressiva) ainda não são consistentes, sendo necessário mais investigação (estudo 1). Posteriormente, através de um estudo empírico interpretativo, foi demonstrado que as diferentes dimensões do comportamento sedentário (o tipo de comportamento sedentário, a interrupção do comportamento sedentário, o volume de tempo ininterrupto sentado e a frequência com que os idosos realizam o comportamento sedentário) podem ter influência para a promoção ou para a detioração do bem-estar psicossocial dos idosos com baixos níveis de atividade física; além disso, foi, também, identificado que o comportamento sedentário permite a perceção de melhoria e de manutenção de funções cognitivas, a perceção de estados afetivos positivos e interação social percebida. Por outro lado, o comportamento sedentário também contribui para a perceção da diminuição de relações sociais e para perceção de sintomas de fadiga mental (estudo 2). Relativamente aos determinantes psicossociais do comportamento sedentário, foram realizados dois estudos interpretativos (estudo 3 e estudo 4). O estudo 3 permitiu concluir que o comportamento sedentário dos idosos pode ser determinado através dos seguintes fatores: hábito, comportamentos de saúde compensatórios, representação positiva dos comportamentos sedentários, e o suporte social. Já no estudo 4, os resultados mostraram que os idosos podem evitar sentimentos de culpa acerca do tempo que passam sentados, ativando as crenças de saúde compensatórias. Essas crenças podem contribuir para o excesso de comportamento sedentário diário dos idosos que praticam regularmente exercício físico. Os resultados dos estudos realizados permitem apresentar um modelo empírico acerca dos determinantes e das consequências psicossociais do comportamento sedentário dos idosos. A importância deste modelo é discutida em relação às suas implicações práticas e teóricas, bem como em relação a sugestões de aprofundamento. |
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