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Doença inflamatória intestinal : modelos animais para o seu estudo e estratégias farmacológicas para a sua terapêutica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Doença Inflamatória Intestinal compreende duas patologias inflamatórias, crónicas e recidivantes: a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa. Nos últimos anos verificou-se um aumento do número de casos diagnosticados de Doença Inflamatória Intestinal, que tem sido acompanhado por enormes progressos a nível da investigação da sua fisiopatologia e pelo desenvolvimento de diversos fármacos direcionados a componentes específicos da cadeia inflamatória, com recurso a modelos animais experimentais. As terapêuticas clássicas, baseadas nos aminossalicilatos, corticosteróides, antibióticos e imunossupressores, estão longe de responder a todas as necessidades dos doentes. A introdução das terapêuticas biológicas permitiu melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes com Doença Inflamatória Intestinal moderada a severa. Destas novas terapias, quatro fármacos encontram-se aprovados no tratamento da Doença Inflamatória Intestinal pela Food and Drugs Administration: Infliximab, Adalimumab, Certolizumab pegol (agentes anti-TNFα) e Natalizumab (agente anti-integrina α4). A nível europeu, apenas o Infliximab e o Adalimumab encontram-se aprovados. Adicionalmente, diversos agentes biológicos têm evidenciado resultados promissores (Vedolizumab, Ustekinumab e Tocilizumab). A Doença Inflamatória Intestinal, por ser uma doença crónica e que requer um tratamento continuado, a intervenção do farmacêutico é fulcral no aconselhamento sobre o uso racional dos fármacos e na sensibilização dos doentes acerca da importância da adesão à terapêutica, que compromete a eficácia do tratamento prescrito. Nesta monografia é feita uma revisão bibliográfica da terapêutica atual da Doença Inflamatória Intestinal, as perspetivas de tratamento futuras, os modelos animais experimentais com maior relevância no estudo desta doença e a importância do farmacêutico no seguimento destes doentes.
Autores principais:Fernandes, Joana Vieira
Assunto:Doença Inflamatória Intestinal Doença de Crohn Colite ulcerosa Modelos animais Estratégias farmacológicas Futuras terapias Mestrado Integrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Doença Inflamatória Intestinal compreende duas patologias inflamatórias, crónicas e recidivantes: a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa. Nos últimos anos verificou-se um aumento do número de casos diagnosticados de Doença Inflamatória Intestinal, que tem sido acompanhado por enormes progressos a nível da investigação da sua fisiopatologia e pelo desenvolvimento de diversos fármacos direcionados a componentes específicos da cadeia inflamatória, com recurso a modelos animais experimentais. As terapêuticas clássicas, baseadas nos aminossalicilatos, corticosteróides, antibióticos e imunossupressores, estão longe de responder a todas as necessidades dos doentes. A introdução das terapêuticas biológicas permitiu melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes com Doença Inflamatória Intestinal moderada a severa. Destas novas terapias, quatro fármacos encontram-se aprovados no tratamento da Doença Inflamatória Intestinal pela Food and Drugs Administration: Infliximab, Adalimumab, Certolizumab pegol (agentes anti-TNFα) e Natalizumab (agente anti-integrina α4). A nível europeu, apenas o Infliximab e o Adalimumab encontram-se aprovados. Adicionalmente, diversos agentes biológicos têm evidenciado resultados promissores (Vedolizumab, Ustekinumab e Tocilizumab). A Doença Inflamatória Intestinal, por ser uma doença crónica e que requer um tratamento continuado, a intervenção do farmacêutico é fulcral no aconselhamento sobre o uso racional dos fármacos e na sensibilização dos doentes acerca da importância da adesão à terapêutica, que compromete a eficácia do tratamento prescrito. Nesta monografia é feita uma revisão bibliográfica da terapêutica atual da Doença Inflamatória Intestinal, as perspetivas de tratamento futuras, os modelos animais experimentais com maior relevância no estudo desta doença e a importância do farmacêutico no seguimento destes doentes.