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A República e o Livro Escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste estudo, partirei do princípio de que o livro é central na alfabetização escolar e de que a regimentalização da escola, inerente e necessária à República, teve uma política concertada sobre a leitura, o livro e muito particularmente sobre o livro escolar. Essa intervenção foi no sentido da actualização, científica e pedagógica, e da conciliação de um ideário de progresso e patriotismo. Prosseguia assim a centralidade de uma escolarização e de uma aculturação assentes no livro, revista com o Iluminismo de Estado e regulamentada pelos Liberais. Para além dos aspectos político-pedagógicos, em virtude dos quais, a leitura e o livro (particularmente o livro escolar) estiveram inseridos na alçada do Conselho Superior de Instrução Pública, concretava-se, nas sucessivas Comissões técnicas, que o substituíram, a idiossincrasia entre a república das letras e a república de cidadãos, cumprindo a escola uma função pragmática e legitimadora da hierarquia e da constituição sociopolítica.
Autores principais:Magalhães, Justino
Assunto:República Livro escolar Leitura
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste estudo, partirei do princípio de que o livro é central na alfabetização escolar e de que a regimentalização da escola, inerente e necessária à República, teve uma política concertada sobre a leitura, o livro e muito particularmente sobre o livro escolar. Essa intervenção foi no sentido da actualização, científica e pedagógica, e da conciliação de um ideário de progresso e patriotismo. Prosseguia assim a centralidade de uma escolarização e de uma aculturação assentes no livro, revista com o Iluminismo de Estado e regulamentada pelos Liberais. Para além dos aspectos político-pedagógicos, em virtude dos quais, a leitura e o livro (particularmente o livro escolar) estiveram inseridos na alçada do Conselho Superior de Instrução Pública, concretava-se, nas sucessivas Comissões técnicas, que o substituíram, a idiossincrasia entre a república das letras e a república de cidadãos, cumprindo a escola uma função pragmática e legitimadora da hierarquia e da constituição sociopolítica.